2004-03-01

Espectacularmente correcto

A preocupação de se manter no "mainstream", mesmo em águas tumultuosas, agarrando-se firmemente com uma mão à tábua de salvação e procurando com gestos desesperados da outra segurar o seu prestígio, o da sua ciência, o dos seus colegas de forma a que nada se perca e que ninguém se magoe demasiado, fizeram o nosso "sexólogo" de serviço, Júlio Machado Vaz, proceder a cambalhotas retóricas, que roçam o hilariante, no ataque moderado que tem, por dever do ofício do espectáculo, que fazer ao seu colega Villas Boas pelas suas polémicas, desalinhadas e arrojadas declarações que muitos blogues têm arrasado impiedosamente e sem qualquer vergonha.
Os exemplos são muitos, das suas diversas intervenções radiofónicas e televisivas mas o mais brilhante, para mim, foi o que lhe ouvi dizer ontem na rádio e que foi, quase exactamente, isto: Antes do mais, é importante que se saiba que factores sociais adquiridos têm um papel importante na determinação da orientação sexual mas a prova de que isto não é assim é que, a ser, deveria haver muito menos homossexuais do que os que existem na realidade, dado que a grande maioria das pessoas são educadas por casais heterossexuais que transmitem assim educacionalmente esta tendência.
Isto é:
É verdade a coisa mas também o seu contrário.

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