2008-09-26
NIRVANA
Os Nirvana foram um efémero incêndio criativo que lavrou de 1987 a 1994, ano em que morreu, com uma aura de mistério, Kurt Cobain, seu vocalista e criador.
Para mim, era um grupo notável, um pequeno oásis de qualidade num deserto de mediocridade.
Com um mínimo de interesse, por aquele tempo, de entre os grupos de rock, mediáticos, apenas me recordo dos The Cure e dos Simple Minds, certamente haveria outros que não me ocorrem.
Como já referi aqui, a minha noção de arte, tem a ver com a comunicação do indizível, o tentar despertar em nós sensações ou sentimentos que pertencem apenas ao nosso imaginário e não se explicam ou transmitem, só através da arte, se tivermos o necessário talento.
A música dos Nirvana transmite-me, faz-me sentir, aquele mal-estar de que falava duas crónicas abaixo, toda a música ou todas as músicas. Ironicamente sempre chamei a todas elas a música dos Nirvana, no singular, por me parecerem todas a mesma, neste contexto, independentemente das diferenças melódicas, rítmicas, de nomes e das letras, em todas elas, sempre aquele mal-estar, aquele absurdo, aquele incómodo, as repetições de palavras ou de frases curtas até à exaustão numa postura quase autista e alienada: stay away, stay away, stay away, stay away …
"In bloom", serve de exemplo como poderia ser qualquer outra, no vídeo torna-se tudo ainda mais aparente, a adesão dos ou das fans, exageradíssima, desproporcionada, idiota e sem sentido e em toda a performance, aquela misturada de ambientes com apelos a diferentes épocas e diferentes contextos, onde tudo está errado, toda aquela sensação de que as coisas não jogam independentemente de tudo funcionar, com um resultado, virtual, quase cómico se não anunciasse a tragédia, aligeirando-a assim, banalizando-a.
A letra é quase uma só ideia repetida várias vezes. Realcei os últimos versos que são todavia iguais a quase todos os outros versos mas a mensagem está lá, repetida, repetida sempre.
In Bloom
Sell the kids for food
Weather changes moods
Spring is here again
Pray for darker grounds
He's the one
He likes all our pretty songs
And he likes to sing along
And he likes to shoot his gun
But he don't know what it means
Don't know what it means
And I say
He's the one
He likes all our pretty songs
And he likes to sing along
And he likes to shoot his gun
But he don't know what it means
Don't know what it means
And I say yea
We can have some more
Nature is a whore
Who's is on a prude (?)
Tender age in bloom
He's the one
He likes all our pretty songs
And he likes to sing along
And he likes to shoot his gun
But he don't know what it means
Don't know what it means
And I say
He's the one
He likes all our pretty songs
And he likes to sing along
And he likes to shoot his gun
But he don't know what it means
Don't know what it means
And I say yea
He's the one
He likes all our pretty songs
And he likes to sing along
And he likes to shoot his gun
But he don't know what it means
Don't know what it means
And I say
He's the one
He likes all our pretty songs
And he likes to sing along
And he likes to shoot his gun
But he don't know what it means
Don't know what it means
Don't know what it means
Don't know what it means
And I say Yea
2008-09-25
Declarações de Sócrates, ontem na assembleia
Estas declarações, demonstraram a sua argúcia (ganância, quem diria ?) e têm a eficácia de quem diz ao leão que o ataca:
- Sr. Leão, por favor, tem que ser menos agressivo !
2008-09-24
A propósito da matança na Finlândia
Não sei se não será o tal mal-estar da civilização que Freud teorizou.
Mas o que é mais triste é constatar como esse sentimento de revolta, profundamente individual, arrasta estes jovens para liquidação, liminar e gratuita de muitos dos seus pares. Os outros.
É como se para esse "Eu", qualquer "Não Eu" se representa como um agente do mundo opressor cuja eliminação, ainda que simbólica, redime.
E é esta alienação total, "só eu existo", esta perda de irmandade com os outros que urge combater a todo os custo.
Deveria estar entranhado nos genes, que nunca, nunca, nunca se pode matar voluntariamente um nosso semelhante, salvo em situações extremas e raras, para evitar a morte de nós próprios ou de outros nossos semelhantes.
Mas como se entranha este valor quando vemos a leviandade com que os próprios Estados com o apoio da opinião pública, aceita essas barbaridades, indignas dos seres humanos racionais que somos e que se chamam “guerra” e “pena de morte”.
Não mais me esqueci de um desses jovens assassinos, ex-militar, declarar na altura da sua prisão.
“Já matei muita gente e fui aplaudido pela sociedade e condecoraram-me por isso, agora que matei pouca gente, condenam-me, porquê ?”
Eu, de facto, também não sei !
2008-09-17
2008-09-16
Afinal a economia é uma ciência oculta
Esses iniciados são os administradores públicos e que por isso mesmo são regiamente pagos, e tem reformas chorudas ao fim de poucos anos.
Nós nem suspeitamos, da concentração, do esforço e do sacrifício que todos aqueles rituais iniciáticos comportam para lhes proporcionar o acesso à luz.
De vez em quando, porém, há uns que se descaem e revelam parte dos seus segredos.
Eu tive a sorte de presenciar um desses momentos de fraqueza de Ferreira de Oliveira, Presidente Executivo da GALP. Muito instado pelos ignorantes jornalistas que na sua pequenez pensavam que sendo a gasolina petróleo refinado, o preço deste iria condicionar o da gasolina.
Ferreira de Oliveira, muito enfadado com toda aquela ignorância nossa de comuns mortais, lá deixou descair parte do segredo revelado e explicou-nos:
Isto do preço do petróleo e o da gasolina não têm nada a ver um com o outro, só um néscio ignorante pode pensar uma coisa destas, é muito natural até que descendo o petróleo, como tem descido, já para baixo da barreira dos 100 Dólares/barril, a gasolina tenha de subir.
E nós que pensávamos que não era assim, temos que dar graças a Deus, de ter nestes lugares quem verdadeiramente sabe destas coisas.
Se calhar nós baixávamos a gasolina e o mundo ainda era capaz de desabar, safa!
2008-09-14
Sobre o conceito de valor 2

Savarin é um nome mítico na comunidade gastronómica, não obstante ter publicado este livro em 1826, há quem veja nele um percursor da ultra moderna cozinha molecular na qual pontua actualmente Ferran Adrià e, por todo o mundo muitos discípulos, entre os quais o nosso excelente Luís Baena, entre outros.
Nesse livro vem narrada uma pequena história que pode suscitar múltiplas reflexões sobre esta questão central: o conceito de valor.
Passo a transcrever, até porque é deliciosa:
“Um dia viajei com duas damas, acompanhando-as até Melun.
Não havíamos partido muito cedo, e chegámos a Montgeron com um apetite que ameaçava destruir tudo.
Vã ameaça: a estalagem onde parámos, embora de boa aparência, esgotara as provisões: três diligências e duas carruagens de correio tinham passado e, como os gafanhotos do Egipto, devorado tudo.
Isto foi o que disse o chef.
No entanto, vi a assar no fogo uma apetitosa perna de carneiro e à qual as senhoras, por hábito, lançavam olhares muito coquette.
Infelizmente, os seus olhares eram mal dirigidos. A perna de carneiro pertencia a três ingleses que a tinham trazido e esperavam sem impaciência que assasse enquanto bebiam champagne.
“Mas pelo menos”, disse eu num tom meio tristonho, meio suplicante, “o senhor podia misturar uns ovos com molho da carne desse carneiro. “Contentávamo-nos com esses ovos e uma chávena de café”. “Com certeza, não há problema” respondeu o chef , “o molho da carne é propriedade nossa por direito, e vou providenciar o que me pede”. E pôs-se logo a abrir os ovos com cuidado.
Quando o vi ocupado, aproximei-me do lume e, tirando do bolso uma faca de viagem, desferi na perna do carneiro proibido uma dúzia de profundos cortes, por onde o suco haveria de escoar até à última gota.
Tive então o cuidado de observar a cozedura dos ovos, para que nenhuma distracção nos viesse prejudicar. Quando estavam no ponto, peguei neles e levei-os para a mesa que nos haviam preparado.
E ali nos regalámos e rimos como loucos, pois na realidade devorámos o substancial da perna de carneiro, deixando aos nossos amigos ingleses apenas o trabalho de mastigar o resíduo.”
Savarin sabia onde estava o valor da perna de carneiro e roubo-o aos ingleses. A história não relata mas, provavelmente, os ingleses, depois de tanto champanhe nem se aperceberam que a perna já tinha perdido o seu valor.
Também nesta questão do bom e do mau existe um efeito de placebo.
2008-09-11
O conceito de valor
O que é bom ou muito bom, o que é ser sofrível, mau, péssimo, por aí fora e isto na arte, nos bens materiais, nas pessoas, em tudo. Como se dá valores as coisas? Será algo universal, haverá o perfeito absoluto? Ou será antes uma mera questão individual de cada um de nós?
“Gostos não se discutem”, diz o povo, certamente porque sabe bem que não há juiz neste domínio, todavia há coisas de que toda ou quase toda a gente gosta e, vice-versa coisas que quase todos desgostamos. Será então uma questão estatística?
Hoje mesmo ouvi Manuel de Oliveira dizer que nem na sua obra, nem em nenhuma filmografia existe essa coisa a que se poderá chamar o filme perfeito, logo a seguir ouvi um admirador de Madona que considera muito próximo da perfeição qualquer coisa que recorde essa mulher, nem que seja uma velha lata de refrigerante com a sua imagem, coisa que eu deitaria para o lixo sem pestanejar. Ainda um pouco depois ou um pouco antes, falaram de umas cuecas de Michael Jackson que vão a leilão por uns milhões de dólares, enfim!
Resolvi então ir à raiz do problema e fui reler o Génesis para ver bem que raio de fruto comeram Eva e Adão arruinando a humanidade daí para diante e com bem poucas contrapartidas, não obstante Deus ter dito que agora, depois de comerem o fruto, eles se tornaram um de nós (DEUS).
Mas conta a bíblia que foi o fruto da árvore da ciência do bem e do mal e mesmo isso nós homens não aprendemos muito bem.
E eu que tinha esperança que fosse da árvore da ciência do bom e do mau, teria resolvido esta minha questão.
Se calhar não havia essa árvore no paraíso!
2008-09-08
A desonestidade intelectual pode chegar ao ponto do ridículo
E porquê ? (vou transcrever exactamente o que está na notícia porque as palavras contam) porque “para produzir 1 Kg de carne de vaca são precisos 9 kg de comida para alimentar o animal. Por isso, mudanças na nossa dieta podem ter um grande efeito na ocupação de terra e na criação de gado – ambos contribuintes importantes para as emissões de gases com efeito de estufa que estão a alterar a composição da atmosfera da terra”.
Compreenderam ?
Eu não, embora saiba que os seres vivos da terra, homens incluídos, são emissores de CO2, aliás se o mundo fosse um deserto sem vida, haveria muito menos ou nenhum CO2 e isto é uma verdade científica insofismável, deve ser o mundo sonhado pelo Sr Pachauri. Sobretudo extinguindo as vacas porque mesmo que nós as não comamos elas, para existirem, continuarão a comer os seus fatidicos 9Kg de comida para fazer um quilo do seu corpo.
Por esta óptica, um genocídio humano em larga escala também contribui para diminuir a emissão de gases com efeito de estufa.
Talvez o Sr. Karadzic possa usar este argumento em seu favor, no fundo no fundo, ainda se vai ver que foi tudo para o bem da humanidade.
2008-09-06
A cerimónia de abertura dos jogos Paraolímpicos
Primeiro aquele seguidismo, bacoco e pacóvia, à língua inglesa:
Em Inglês os jogos são “Paralympics” mas em português são Paraolimpicos ou, quando muito, Parolímpicos, para quem achar complicado as 2 vogais seguidas.
Sacrifique-se o “a” do prefixo e nunca o “o” da palavra principal.
Depois o profundo significado simbólico de toda a cerimónia, demonstrando a tese dos próprios jogos, que a noção de deficiência é relativa, que todos temos deficiências e talentos e há situações em que esse pequeno talento pode ser vital e suprir todas as outras limitações.
A cerimónia da chama paraolímpica foi comovente, no seu simbolismo ao ser conduzida por portadores, com vários tipos de deficiência diferentes, até à apoteose da subida, a pulso, de chama e cadeira de rodas até à pira olímpica (e é irrelevante todos os tipos de ajuda e de segurança tecnológica que terão sido usados) a mensagem simbólica estava lá patente.
O comentador porém só viu nisto um momento de enfado, interminável!
É claramente um comentador deficiente, espero que tenha outros talentos.
2008-09-04
Uma conservadora prafrentex
Mas depois descreviam vários traços biográficos que não me pareciam nada coerentes com as de um conservador empedernido, vejamos.
Ganhou em jovem um concurso de beleza.
Confessou em público que experimentou marijuana
É casada com um Esquimó
Exercia a actividade de pescadora juntamente com o marido
Tem uma filha de 17 anos que se encontra grávida.
Depois os supostos fortes argumentos conservadores:
É contra o aborto, dado que até tem um filho com trissomia 21 e até quis que nascesse apesar de saber que iria nascer assim e parece que diz a toda a gente: “o meu filho não é deficiente só tem um cromossoma a mais.
Defende a liberalização das armas.
A minha questão é a seguinte: será que ser anti-aborto e defender a liberalização do uso de armas é ser conservador ?
Para mim, longe disso, não se podem confundir posições tácticas partidárias, ditadas pela luta política, com meras questões de consciência pessoal que atravessam todo o espectro político.
O que este perfil me sugere é um espirito muito liberal e pouco conservador.
Creio até que Sarah Palin tem a maior virtude de todas e, tão rara que confunde os analistas que não lhe perdoam, não é autómato, pensa pela sua própria cabeça.
2008-09-03
Os políticos deveriam ser responsabilizados por aquilo que dizem
Eu bem sei, e a culpa é muito dele. Ao menos tenha a decência de não se vangloriar disso.
Nós queremos facilidades, cada vez mais facilidades, para dificuldades já bastam as que não se podem evitar.
2. José Eduardo dos Santos em Angola, a propósito das eleições disse que não era necessária alternância de partidos, bastava mudar as políticas erradas e remover os políticos que pensam mais nos seus interesses do que nos do país.
Depreendo que se irá demitir para dar lugar aos outros que põem Angola à frente dos seus interesses, se os houver, é claro.
2008-08-31
Carta de John Cleese à América
Deixo-vos, em primeiro lugar a minha tradução para português mas para que não corra o risco de trair alguma coisa e para que quem domine a lingua de Shakespear possa sentir o sabor original, a seguir segue o, suposto, original em Inglês.
É uma pérola de humor.
Carta à América
Dado a vossa incapacidade de escolher um Presidente dos EUA competente e, portanto de vos governardes, comunicamo-vos por este meio a revogação da vossa independência, com efeitos imediatos.
Sua Majestade Soberana a Rainha Isabel II assumirá os seus direitos reais sobre todos os Estados, comunidades e outros territórios (com excepção do Kansas que não lhe agrada muito) a partir da próxima segunda-feira em diante.
O vosso Primeiro-ministro Gordon Brown, nomeará um governador para a América, sem necessidade de mais eleições. O congresso e o Senado serão dissolvidos. No próximo ano poderá circular um inquérito para verificar se algum de vós notou alguma diferença.
Para facilitar a transição para a dependência da Coroa Britânica, serão introduzidas as seguintes leis que entrarão em vigor imediatamente:
1. Deverão verificar o significado da palavra “revogação” (“revocation”) no Oxford English Diccionary e seguidamente o da palavra “alumínio” (“aluminium”) e consultar um guia de pronúncia. Ficarão estupefactos ao verificar a forma incorrecta como as têm pronunciado.
2. A letra U será reintroduzida em palavras como “colour” “favour” e “neighbour”, também aprenderão a escrever “doughnut” sem desperdiçar metade das letras e o sufixo “ize” será substituído por “ise”.
3. Aprenderão que o sufixo “burgh” se pronuncia “bura”: no entanto poderão alterar a grafia de Pitsburgh para Pitsberg se acharem que a pronúncia correcta é demasiado complicada para vocês.
4. Em geral esperamos que o vosso vocabulário (consultar “vocabulário” - “vocabulary”) cresça para níveis minimamente aceitáveis. Usar as mesmas 27 palavras entremeadas de ruídos de preenchimento como “like” e “you know” é uma prática inaceitável e uma forma incorrecta de comunicação.
5. Não existe essa coisa chamada US-English . Informaremos a Microsoft do facto em vosso nome. O corrector ortográfico do Word será alterado de forma a contemplar a reintrodução do u e a supressão de ize.
6. Reaprenderão o vosso hino original “God Save the Queen” mas apenas após terem cumprido satisfatoriamente o artigo primeiro (ver acima)
7. O 4 de Julho deixará de ser celebrado como feriado. O 2 de Novembro será um novo feriado nacional, celebrado apenas em Inglaterra, será chamado “o dia da desforra”.
8. Aprenderão a resolver as vossas disputas sem utilizar armas, advogados ou psiquiatras. O facto de precisarem tanto de advogados e de psiquiatras mostra que não estão suficientemente maduros para a independência. As armas só devem ser usadas por adultos. Se vocês não são adultos para resolver as questões por vocês próprios sem processar alguém ou falar com um psi, então ainda não cresceram o suficiente para manusear armas.
9. Portanto não vos será mais permitido possuir ou utilizar qualquer coisa mais perigosa do que um descascador de fruta. Contudo ser-vos-á exigida uma licença para utilizar um descascador de fruta em público.
10. Todos os carros americanos serão banidos. São uma merda e isto é para o vosso bem. Quando vos mostrarmos carros alemães vocês perceberão do que estamos a falar.
11. Todos os cruzamentos serão substituídos por rotundas. E começarão imediatamente a conduzir pela esquerda. Também passarão para o sistema métrico imediatamente e sem a ajuda de tábuas de conversão. Quer as rotundas, quer o sistema métrico permitir-vos-á compreender o sentido de humor britânico.
12. Os ex-EUA adoptarão os preços de combustíveis (“petrol”, a que vocês chamam “gasoline”) do Reino Unido – aproximadamente 6 US dólares por um galão. Habituem-se.
13. Aprenderão a fazer autênticas batatas fritas (“chips”). Essa coisa a que chamam batatas fritas (“french fries”) não são autênticas batatas fritas e aquelas coisas a que insistem em chamar “potato chips” chamam-se de facto “crisps”. As verdadeiras batatas fritas são cortadas grossas, fritas em gordura animal e não se acompanham com maionese mas com vinagre.
14. Os empregados e empregadas de mesa serão treinados para serem mais agressivos para com os clientes.
15. Aquela coisa fria e sem gosto a que insistem em chamar cerveja, não tem nada a ver com cerveja. De ora em diante apenas a cerveja inglesa terá o nome de cerveja (“beer”). As cervejas europeias de famosas e reconhecidas procedências serão chamadas de “lager”. As cervejas americanas passarão a ser chamadas “urina de insecto quase congelada”, de forma a que tudo possa ser comercializado sem risco de maiores confusões.
16. A Hollywood será exigido que de vez em quando seleccionem actores ingleses para papéis de bom da fita. Também será exigido que Hollywood seleccione ingleses para representarem papéis de ingleses. Ver Andy McDowell tentar dialogar em inglês nos “4 casamentos e um funeral” foi uma experiência semelhante à de ter as orelhas removidas por um ralador de queijo.
17. Deixarão de jogar futebol americano. Só existe um tipo correcto de futebol; vocês chamam-lhe “soccer”. A alguns de vocês suficientemente corajosos será autorizado a que pratiquem rugby (que tem algumas semelhanças com o vosso futebol mas não implica paragens a cada 20 segundos nem vestir uma armadura de kevlar recobrindo todo o corpo como um bando de mariquinhas “jessies” calão inglês para paneleiros “big girls blouse”)
18. Ainda deixarão de jogar basebol. Não é razoável organizar um evento chamado “campeonato mundial” (“world séries”) para um jogo que não se joga fora da América. Como apenas 2,1% de vós sabe que existe um mundo para além das vossas fronteiras tal erro é compreensível e perdoável.
19. Têm que nos dizer afinal quem matou JFK, antes que fiquemos doidos.
20. Um agente interno das finanças (um cobrador de impostos) do Governo de Sua Majestade será enviado em breve de forma a garantir a cobrança de dívidas que remontam a 1776.
Grato pela vossa compreenção.
John Cleese
John Cleese's Letter to America
In view of your failure to elect a competent President of the USA andthus to govern yourselves, we hereby give notice of the revocation of your independence, effective immediately.
Her Sovereign Majesty, Queen Elizabeth II, will resume monarchicalduties over all states, commonwealths and other territories (exceptKansas , which she does not fancy), as from Monday next.
Your new prime minister, Gordon Brown, will appoint a governor forAmerica without the need for further elections. Congress and the Senatewill be disbanded. A questionnaire may be circulated next year todetermine whether any of you noticed.
To aid in the transition to a British Crown Dependency, the followingrules are introduced with immediate effect:
1. You should look up "revocation" in the Oxford English Dictionary.Then look up "aluminium," and check the pronunciation guide. You will beamazed at just how wrongly you have been pronouncing it.
2. The letter 'U' will be reinstated in words such as 'colour', 'favour'and 'neighbour.' Likewise, you will learn to spell 'doughnut' withoutskipping half the letters, and the suffix "ize" will be replaced by thesuffix "ise."
3. You will learn that the suffix 'burgh' is pronounced 'burra'; you mayelect to respell Pittsburgh as 'Pittsberg' if you find you simply can'tcope with correct pronunciation.
4. Generally, you will be expected to raise your vocabulary toacceptable levels (look up "vocabulary"). Using the same twenty-sevenwords interspersed with filler noises such as "like" and "you know" isan unacceptable and inefficient form of communication.
5. There is no such thing as "US English." We will let Microsoft know onyour behalf. The Microsoft spell-checker will be adjusted to takeaccount of the reinstated letter 'u' and the elimination of "-ize."
6. You will relearn your original national anthem, "God Save The Queen",but only after fully carrying out Task #1 (see above).
7. July 4th will no longer be celebrated as a holiday. November 2nd willbe a new national holiday, but to be celebrated only in England . Itwill be called "Come-Uppance Day."
8. You will learn to resolve personal issues without using guns, lawyersor therapists. The fact that you need so many lawyers and therapistsshows that you're not adult enough to be independent. Guns should onlybe handled by adults. If you're not adult enough to sort things outwithout suing someone or speaking to a therapist then you're not grownup enough to handle a gun.
9. Therefore, you will no longer be allowed to own or carry anythingmore dangerous than a vegetable peeler. A permit will be required if youwish to carry a vegetable peeler in public.
10. All American cars are hereby banned. They are crap and this is foryour own good. When we show you German cars, you will understand what wemean.
11. All intersections will be replaced with roundabouts, and you willstart driving on the left with immediate effect. At the same time, youwill go metric immediately and without the benefit of conversion tables..Both roundabouts and metrication will help you understand the Britishsense of humour.
12. The Former USA will adopt UK prices on petrol (which you have beencalling "gasoline") - roughly $6/US per gallon. Get used to it.
13. You will learn to make real chips. Those things you call Frenchfries are not real chips, and those things you insist on calling potatochips are properly called "crisps." Real chips are thick cut, fried inanimal fat, and dressed not with mayonnaise but with vinegar.
14. Waiters and waitresses will be trained to be more aggressive withcustomers.
15. The cold tasteless stuff you insist on calling beer is not actuallybeer at all. Henceforth, only proper British Bitter will be referred toas "beer," and European brews of known and accepted provenance will bereferred to as "Lager." American brands will be referred to as"Near-Frozen Gnat's Urine," so that all can be sold without risk offurther confusion.
16. Hollywood will be required occasionally to cast English actors asgood guys. Hollywood will also be required to cast English actors toplay English characters. Watching Andie MacDowell attempt Englishdialogue in "Four Weddings and a Funeral" was an experience akin tohaving one's ear removed with a cheese grater.
17. You will cease playing American "football." There is only one kindof proper football; you call it "soccer". Those of you brave enoughwill, in time, will be allowed to play rugby (which has somesimilarities to American "football", but does not involve stopping for arest every twenty seconds or wearing full kevlar body armour like abunch of Jessies - English slang for "Big Girls Blouse").
18. Further, you will stop playing baseball. It is not reasonable tohost an event called the "World Series" for a game which is not playedoutside of America . Since only 2.1% of you are aware that there is aworld beyond your borders, your error is understandable and forgiven.
19. You must tell us who killed JFK. It's been driving us mad.20. An internal revenue agent (i.e. tax collector) from Her Majesty'sGovernment will be with you shortly to ensure the acquisition of allmonies due, backdated to 1776.Thank you for your co-operation.John Cleese
2008-08-29
Já me esquecia de contar
Não é que ela tinha uma Ossétia lindíssima, lustrosa e com muito pelo, embora arisca porque estava sempre a querer fugir.
O Medvedev estava de olho na Ossétia da prima, queria a todo o custo brincar com ela, mas ela não deixava e dizia-lhe sempre “tu já tens uma Ossétia, brinca com a tua”.
O Medvedev porém, certo dia, roubou-a à força e a prima Geórgia começou a chorar e a gritar, refilou à contínua, D. Europa, que estava já farta das brigas dos miúdos e foi-se queixar ao Bush.
Este facto, para além de brigas passadas, também fazia falta para se perceber melhor, o tal namoro do Bush com a Polónia, tudo só para irritar o Medvedev, claro, e o que é certo é que tem conseguido.
2008-08-28
A alta política internacional
Um chama-se Bush, outro era o Putin mas estava cansado ou a avó chamou-o para um bolicau e uns chocapits e ele deixou o amigo Medvedev a jogar por ele.
Depois havia mais meninos, eram o Iraque o Irão e duas meninas que davam pelo nome de Coreia do Norte e Polónia.
A Certa fase do jogo Bush disse com solenidade:
Os maus são o Iraque o Irão e a Coreia do Norte, não os suporto, chamou-lhes mesmo “eixo do mal”.
Depois, chateia o Iraque, deu-lhe mesmo uma chapada grande, e foi insultando a Coreia do Norte e o Irão, dizendo sempre “lá fora comes, tás a ouvir?” mas, no jogo quem ele teme mesmo é o Medvedev e com quem se alia é com a Polónia que já tinha sido amiga do Medvedev, e só para o chatear.
O Medevedev, ainda picado pelo Putin que vinha comendo a sua sandes, fica fulo e diz, “então tua andas a “namorar” a minha ex-namorada, em vez de bateres no Irão e na Coreia do Norte, pá? Espera aí que eu vou buscar a casa o meu míssil transcontinental Topol (que é um grande abafador, perto de um “papa mundo” que só se usa quando estamos irritados) e é para ver se gostas!”
E assim o jogo fica quente e tenso.
O que safa é que a mãe do Bush já o chamou também para o lanche, e o menino Obama e o menino McCain andam a tirar à sorte para ver quem o vai substituir.
E além disso já se está a fazer noite e daqui a pouco vai mas é tudo para a cama.
2008-08-27
Amazónia
É um verdadeiro e muito interessante documento histórico e sobre a condição humana.
A SIC apresentou-a como série semanal para os serões de Domingo, até que um qualquer deus das audiências a foi remetendo para horários cada vez mais tardios, estando agora a ser transmitida ainda aos Domingos, mas não todos, uma ou outra vez aos Sábados, entre as 4 e as 6 da madrugada.
É o que a SIC costuma fazer às melhores produções, é o mesmo que fez à excelente produção de uma TV holandesa “Beauty and Consolation”, só os muito interessados como eu e com meios para isso, vão procurando gravar os episódios, com grandes margens de tempo para garantir que o episódio lá fica, porque mesmo marcada por exemplo para as 4h 15m da manhã pode ser que comece às 4 ou às 4h 45. Nenhum respeito nem pela obra nem pelo espectador.
Espero que, pelo menos no Brasil, tenha sido tratada com maior respeito.
No entanto o que me sugeriu esta crónica é o facto de que um dos personagens que aparece na novela ser o, um pouco esquecido, boémio e poeta do Acre, Juvenal Antunes. Figura interessantíssima e excelente poeta, tal como vem retratado na novela mas também como pude descobrir na net.
O seu poema mais famoso é um notável elogio à preguiça que talvez transcreva aqui um outro dia, por ora deixo-vos este soneto também sábio:
Futilidade
Não me dirás, meu caro, o que é que ganhas
Em trabalhar assim, desde a alvorada,
- Larga a fronte de suores inundada -
Até que o sol se oculte entre as montanhas ?
A vida pode ser simbolizada
Pelo exemplo das moscas e das aranhas;
Ciência, amores, glórias e façanhas
Tudo termina em nada, nada e nada
O gato come o rato; o lobo a ovelha
Pelo micróbio mínimo e perverso,
O homem, que tudo come, é consumido
Nisso o grande ao pequeno se assemelha ...
E o destino de todos, no Universo,
Resume-se em comer e ser comido!
Juvenal Antunes
2008-08-25
Dubitando ad veritatem pervenimus
O trágico acidente do avião da Spanair, as toscas justificações da companhia procurando apenas convencer-nos de que tudo estava bem e que tudo foi feito, quando o único facto é que o avião caiu, entrando por nós, de asas bem abertas, a evidência de que nada estava bem, ainda o recente, segundo, contratempo com outro avião da Spanair, tudo isto fez-me recordar daquela máxima, acima, que tem guiado o espírito humano na sua busca pela verdade e que tão esquecida parece estar agora, hoje, no mundo global, homogeneizado, do pensamento único, onde o virtual e a realidade se confundem e nos confundem e quando é ainda mais importante duvidar.
É este espírito do nosso tempo o “genius seculi” o “zeitgeist” que o filme abaixo procura mostrar.
Tem uma tese, defende em vários aspectos aquilo que se vai chamando a “teoria da conspiração”, como se este nome afastasse per si toda a credibilidade, mas tem uma intenção e uma fundamentação séria.
Aceite-se ou rejeite-se mas não se ignore só por ser uma voz diferente.
Está aqui em baixo a versão integral legendada em português embora seja difícil vê-lo aqui, leva 2h 02 m.
Quem quiser mais conforto poderá vê-lo aqui ou ainda aqui onde também pode comprar o DVD, a preço muito módico.
2008-08-21
Nelson Évora
Primeiro a “transmissão”, meti entre aspas porque de facto não houve transmissão, preferiram dar o salto em altura do decatlo e as eliminatórias de pista que foram havendo. Da final do triplo-salto apenas imagens em diferido dos saltos melhores.
A RTP não terá culpa das imagens que lhe chegam e reproduz mas podia ao menos ter um comentador que nos fosse dizendo o que a rádio transmitia em directo mas, não teve.
O salto de ouro, consegui vê-lo escrito num quadro no estádio durante uma cerimónia protocolar. O comentador só anunciou o facto quando o mesmo salto foi mostrado em diferido, uma vergonha que faz reflectir.
Depois passei para a rádio e aí sim, havia o directo.
Enfim, adiante…! a RTP reabilitou-se com a excelente reportagem sobre o percurso de Nelson Évora que transmitiu depois do telejornal e, aí houve um momento magistral quando Nelson descreve minuciosamente cada fase (de segundos) do seu salto, onde refere que é no segundo salto que abre as “asas” e apenas sente o prazer que o invade até quando bate no solo e vê a caixa de areia, trazendo-o, de novo, à realidade e ao esforço.
Nelson reflecte muito, sobre cada contracção dos seus músculos e é assim que se faz um campeão.
Eu tenho esperança de o ver um dia, não dar um salto que lhe permita passar a marca dos 18,29 metros, mas levantar voo e sair para o infinito que é o seu único limite imaginário.
Bem-haja.
2008-08-19
Viagem da vila Paula até ao café Chitas com um criminoso a bordo
Dizem que é muito mais seguro do que o simples cinto de segurança e com isso ganharão as crianças mas, contente contente está quem produz e vende essas cadeiras. É o paraíso do marketing que não precisa de grande esforço; mesmo que não se queira tem que se comprar.
Depois vêm outros problemas, é que montar aquilo tem os seus quês, não será difícil para quem o faz com frequência mas para um novato não é nada intuitivo, daí o humor de um anúncio que correu onde se ouvia a voz de uma criança perguntar “oh mãe, por que é que os carros e as casas estão todas de pernas para o ar ?” e uma voz em off explicava, “antes de montar a cadeirinha das crianças leia bem as instruções”.
Pois é, o pior é quando não temos as instruções à mão !
Para complicar o sistema, quando se tem duas crianças, como eu com os meus 2 netos, o banco traseiro fica ocupado para qualquer outro uso.
Nas minhas férias resolvi o problema com dois carros, um para dois adultos e duas crianças e outro só para adultos e assim lá vamos resolvendo quase todas as situações.
Acontece que quisemos ir ao café Chitas, 3 adultos e uma criança. A única solução era mudar uma das cadeiras para o carro livre mas isso implicava o tal problema de desmontar e montar cadeiras, o que tirava qualquer vontade de ir ao café.
Foi assim que decidi racionalmente enveredar pela vida do crime, pensei; “que se lixe, são só 500 metros, vai o miúdo sem cadeira, seja o que Deus quiser” mas para evitar a punição potencial de 600 Euros recomendei muito ao Pedro, meu neto criminoso: “se aparecer a polícia tu escondes-te no chão do carro, ouviste?” mas conservando sempre o receio de que ele, nos seus quase 4 anos, inconscientes, não acatasse devidamente as minhas instruções.
Felizmente há momentos em que a lei dorme e, apesar da tensão, a viagem de ida e volta decorreu sem mais alarmes ou sobressaltos.
2008-08-18
Mark Spitz e Michael Phelps
Michael Phelps foi ganhar 8 medalhas e foi ao jogos olímpicos.
Para mim, Spitz não foi batido.
Erros meus, má fortuna, amor ardente …
O que é certo é que não funcionou, mesmo após vários telefonemas para a assistência. Só por fim me deram a solução mas que passava por um ficheiro enviado por e-mail mas eu não tendo net não tinha também e-mail.
Tive que esperar por uma oportunidade de arranjar um acesso e só assim a coisa se resolveu.
Decididamente as novas tecnologias não gostam de mim.
2008-08-07
O que querem os media ?
Depois fala-nos dos lucros das empresas, também não estão famosos, são só uns milhões, mas também não são tão maus assim e vão melhorar.
A seguir diz que vão haver portagens à entrada das cidades e agravadas para os carros que só levem um passageiro, isto por causa de um estudo do famoso Ferreira da Quercos que nos explicou que deveriam ser não mais do que 35 dias e afinal foram mais de 180, esqueceu-se é de dizer do que é que estava a falar mas presumo que terão sido 180 dias de coisas terríveis para a nossa saúde.
Por último vão-nos lembrando que o índice de confiança anda pela rua da amargura.
Eu vejo isto e pergunto, porque será ? não percebo !
2008-08-01
Esta noite em Mirandela...
O que é certo é que ele está presente em praticamente todas as culturas humanas e faz parte do folclore e de diversos rituais sociais próprios de cada cultura.
Luis Buñuel descreve como foram marcantes para ele e como essa memória o acompanhou sempre, os tambores de Calanda (a sua aldeia natal) percutidos em uníssono e com grande intensidade na festa da Semana Santa.
Aqui fica um pequeno trecho do que Buñuel escreveu sobre o assunto:
Cuando el reloj de la Torre del Pilar inicie la cuenta de las 12, en la mañana del Viernes Santo calandino, la hora quedará rota. El sonido de los redobles se convierte en un lenguaje expresivo. A la primera campanada de las doce del reloj de la iglesia, un estruendo enorme como de un gran trueno retumba en todo el pueblo con una fuerza aplastante. Todos los tambores redoblan a la vez. Una emoción indefinible que pronto se convierte en una especie de embriaguez, se apodera de los hombres.
Do livro “O último suspiro” de Luis Buñuel
É interessante ver como ele sentiu esse efeito inebriador dos tambores.
O Youtube permite-nos sentir um ar dessa graça.
Em Mirandela, a noite dos bombos, que será esta noite, tem porém características diferentes:
Não é uma tradição antiga: conta-se que em meados do século passado, um grupo de médicos do hospital de Mirandela roubou ou de qualquer forma se apoderou dos bombos de um grupo que deveria actuar nas festas anuais da Srª do Amparo e, com a ajuda de muito álcool iniciou uma batucada infernal que terá durado toda a noite. Como eram doutores tiveram alguma complacência das autoridades e da população e assim nasceu a tradição que ano após ano se repete em Mirandela e atrai já muitos forasteiros.
Chama-se “Noite dos Bombos” e é praticamente desorganizada, daí talvez parte do seu encanto, consiste essencialmente em vários, muitos, grupos informais de ambos os sexos e de todas as idades, alguns trajando a bata branca médica, remetendo-nos para a sua origem, outros simplesmente bebendo e tocando por toda a cidade até à manhã seguinte, até não poderem mais.
É uma noite sem regras, sem freios e sem tino.
Alguns habitantes da cidade, porque gostariam de dormir, não suportam esta noite em claro e procuram fugir da cidade, outros sonham com ela e lamentam apenas que seja só uma vez por ano.
O melhor é mesmo participar.
É sempre um “happening”.
A baixo, fica também um breve filme sobre um dos muitíssimos grupos actuantes que pode dar uma muito pálida ideia do que esta noite vai ser.
Viva a noite dos bombos de Mirandela.
2008-07-31
Sócrates errou a vocação
Ganhamos um mau Primeiro Ministro e perdemos um excelente vendedor.
2008-07-29
O teatro do absurdo
Na altura, anos 50 e 60 do século passado, fizeram furor pela sua originalidade, o seu arrojo e aquela dúvida que nos deixava sempre “será isto arte ? ou estarão a gozar comigo e eu a deixar ?”.
Passou o tempo e o teatro do absurdo saiu do “main stream”, mas ao ler hoje o seguinte esclarecimento do Jornal Público, foi de Ionesco que me lembrei:
“Na primeira página de ontem, escreveu-se, por lapso, e no âmbito do trabalho que comparou a nova tabela de preços do registo predial com a situação anterior, que "o custo dos notários para a compra e venda de casa com recurso ao crédito bancário é dos que baixaram menos". Como se compreende, não foi o custo dos notários que sofreu alterações, mas sim o preço dos registos, que são efectuados não nos notários, mas nas conservatórias. Pelo lapso pedimos desculpa aos visados e aos leitores.”
Será que alguém compreende do que é que o Público está a pedir desculpas ?
De ter dito que os custos dos notários é que baixaram menos quando afinal eles nem se alteraram (será que poderá baixar menos do que zero ?)
E o que é que se compreende ? e se se compreende (talvez lendo o artigo) porque é que nos querem explicar outra vez ?
Terão sido então os custos das conservatórias que baixaram menos e não os dos notários que afinal não se alteraram ? e então como é que os custos subiram ? (que era o tema da notícia).
Bom, seja o que for, o Público, por mim, está desculpado.
2008-07-28
Eles sabem-na toda
Pudera, eles são especialistas no tema.