2008-09-16

Afinal a economia é uma ciência oculta

Tudo o que se aprende nas escolas a respeito de Economia é uma mera fachada da verdadeira ciência que só é do conhecimento de iniciados.
Esses iniciados são os administradores públicos e que por isso mesmo são regiamente pagos, e tem reformas chorudas ao fim de poucos anos.
Nós nem suspeitamos, da concentração, do esforço e do sacrifício que todos aqueles rituais iniciáticos comportam para lhes proporcionar o acesso à luz.
De vez em quando, porém, há uns que se descaem e revelam parte dos seus segredos.
Eu tive a sorte de presenciar um desses momentos de fraqueza de Ferreira de Oliveira, Presidente Executivo da GALP. Muito instado pelos ignorantes jornalistas que na sua pequenez pensavam que sendo a gasolina petróleo refinado, o preço deste iria condicionar o da gasolina.
Ferreira de Oliveira, muito enfadado com toda aquela ignorância nossa de comuns mortais, lá deixou descair parte do segredo revelado e explicou-nos:
Isto do preço do petróleo e o da gasolina não têm nada a ver um com o outro, só um néscio ignorante pode pensar uma coisa destas, é muito natural até que descendo o petróleo, como tem descido, já para baixo da barreira dos 100 Dólares/barril, a gasolina tenha de subir.
E nós que pensávamos que não era assim, temos que dar graças a Deus, de ter nestes lugares quem verdadeiramente sabe destas coisas.
Se calhar nós baixávamos a gasolina e o mundo ainda era capaz de desabar, safa!

2008-09-14

Sobre o conceito de valor 2


Na minha busca incessante pelo conceito de valor, estou a ler o livro de Brillac Savarin “A fisiologia do gosto”.
Savarin é um nome mítico na comunidade gastronómica, não obstante ter publicado este livro em 1826, há quem veja nele um percursor da ultra moderna cozinha molecular na qual pontua actualmente Ferran Adrià e, por todo o mundo muitos discípulos, entre os quais o nosso excelente Luís Baena, entre outros.
Nesse livro vem narrada uma pequena história que pode suscitar múltiplas reflexões sobre esta questão central: o conceito de valor.
Passo a transcrever, até porque é deliciosa:

“Um dia viajei com duas damas, acompanhando-as até Melun.
Não havíamos partido muito cedo, e chegámos a Montgeron com um apetite que ameaçava destruir tudo.
Vã ameaça: a estalagem onde parámos, embora de boa aparência, esgotara as provisões: três diligências e duas carruagens de correio tinham passado e, como os gafanhotos do Egipto, devorado tudo.
Isto foi o que disse o chef.
No entanto, vi a assar no fogo uma apetitosa perna de carneiro e à qual as senhoras, por hábito, lançavam olhares muito coquette.
Infelizmente, os seus olhares eram mal dirigidos. A perna de carneiro pertencia a três ingleses que a tinham trazido e esperavam sem impaciência que assasse enquanto bebiam champagne.
“Mas pelo menos”, disse eu num tom meio tristonho, meio suplicante, “o senhor podia misturar uns ovos com molho da carne desse carneiro. “Contentávamo-nos com esses ovos e uma chávena de café”. “Com certeza, não há problema” respondeu o chef , “o molho da carne é propriedade nossa por direito, e vou providenciar o que me pede”. E pôs-se logo a abrir os ovos com cuidado.
Quando o vi ocupado, aproximei-me do lume e, tirando do bolso uma faca de viagem, desferi na perna do carneiro proibido uma dúzia de profundos cortes, por onde o suco haveria de escoar até à última gota.
Tive então o cuidado de observar a cozedura dos ovos, para que nenhuma distracção nos viesse prejudicar. Quando estavam no ponto, peguei neles e levei-os para a mesa que nos haviam preparado.
E ali nos regalámos e rimos como loucos, pois na realidade devorámos o substancial da perna de carneiro, deixando aos nossos amigos ingleses apenas o trabalho de mastigar o resíduo.”


Savarin sabia onde estava o valor da perna de carneiro e roubo-o aos ingleses. A história não relata mas, provavelmente, os ingleses, depois de tanto champanhe nem se aperceberam que a perna já tinha perdido o seu valor.
Também nesta questão do bom e do mau existe um efeito de placebo.

2008-09-11

O conceito de valor

Se há problema sério que tenha ocupado o meu espírito desde a minha juventude, sem que ainda o tenha resolvido, é este problema do valor das coisas.
O que é bom ou muito bom, o que é ser sofrível, mau, péssimo, por aí fora e isto na arte, nos bens materiais, nas pessoas, em tudo. Como se dá valores as coisas? Será algo universal, haverá o perfeito absoluto? Ou será antes uma mera questão individual de cada um de nós?
“Gostos não se discutem”, diz o povo, certamente porque sabe bem que não há juiz neste domínio, todavia há coisas de que toda ou quase toda a gente gosta e, vice-versa coisas que quase todos desgostamos. Será então uma questão estatística?
Hoje mesmo ouvi Manuel de Oliveira dizer que nem na sua obra, nem em nenhuma filmografia existe essa coisa a que se poderá chamar o filme perfeito, logo a seguir ouvi um admirador de Madona que considera muito próximo da perfeição qualquer coisa que recorde essa mulher, nem que seja uma velha lata de refrigerante com a sua imagem, coisa que eu deitaria para o lixo sem pestanejar. Ainda um pouco depois ou um pouco antes, falaram de umas cuecas de Michael Jackson que vão a leilão por uns milhões de dólares, enfim!
Resolvi então ir à raiz do problema e fui reler o Génesis para ver bem que raio de fruto comeram Eva e Adão arruinando a humanidade daí para diante e com bem poucas contrapartidas, não obstante Deus ter dito que agora, depois de comerem o fruto, eles se tornaram um de nós (DEUS).
Mas conta a bíblia que foi o fruto da árvore da ciência do bem e do mal e mesmo isso nós homens não aprendemos muito bem.
E eu que tinha esperança que fosse da árvore da ciência do bom e do mau, teria resolvido esta minha questão.
Se calhar não havia essa árvore no paraíso!

2008-09-08

A desonestidade intelectual pode chegar ao ponto do ridículo

Rajendra Pachauri secretário do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas, o famigerado IPCC, e que é vegetariano, segundo o público de hoje afirmou que o consumo de carne contribui seriamente para o aquecimento global.
E porquê ? (vou transcrever exactamente o que está na notícia porque as palavras contam) porque “para produzir 1 Kg de carne de vaca são precisos 9 kg de comida para alimentar o animal. Por isso, mudanças na nossa dieta podem ter um grande efeito na ocupação de terra e na criação de gado – ambos contribuintes importantes para as emissões de gases com efeito de estufa que estão a alterar a composição da atmosfera da terra”.
Compreenderam ?
Eu não, embora saiba que os seres vivos da terra, homens incluídos, são emissores de CO2, aliás se o mundo fosse um deserto sem vida, haveria muito menos ou nenhum CO2 e isto é uma verdade científica insofismável, deve ser o mundo sonhado pelo Sr Pachauri. Sobretudo extinguindo as vacas porque mesmo que nós as não comamos elas, para existirem, continuarão a comer os seus fatidicos 9Kg de comida para fazer um quilo do seu corpo.
Por esta óptica, um genocídio humano em larga escala também contribui para diminuir a emissão de gases com efeito de estufa.
Talvez o Sr. Karadzic possa usar este argumento em seu favor, no fundo no fundo, ainda se vai ver que foi tudo para o bem da humanidade.

2008-09-06

A cerimónia de abertura dos jogos Paraolímpicos

Foi excelente no seu conteúdo e péssima, como vem sendo habitual, nos comentários da tv.
Primeiro aquele seguidismo, bacoco e pacóvia, à língua inglesa:
Em Inglês os jogos são “Paralympics” mas em português são Paraolimpicos ou, quando muito, Parolímpicos, para quem achar complicado as 2 vogais seguidas.
Sacrifique-se o “a” do prefixo e nunca o “o” da palavra principal.
Depois o profundo significado simbólico de toda a cerimónia, demonstrando a tese dos próprios jogos, que a noção de deficiência é relativa, que todos temos deficiências e talentos e há situações em que esse pequeno talento pode ser vital e suprir todas as outras limitações.
A cerimónia da chama paraolímpica foi comovente, no seu simbolismo ao ser conduzida por portadores, com vários tipos de deficiência diferentes, até à apoteose da subida, a pulso, de chama e cadeira de rodas até à pira olímpica (e é irrelevante todos os tipos de ajuda e de segurança tecnológica que terão sido usados) a mensagem simbólica estava lá patente.
O comentador porém só viu nisto um momento de enfado, interminável!
É claramente um comentador deficiente, espero que tenha outros talentos.

2008-09-04

Uma conservadora prafrentex

A escolha de Sarah Palin para candidata à Vice-presidência de McCain, foi classificada por vários analistas como sendo a resposta de McCain à ala mais conservadora do partido republicano que via McCain já demasiado esquerdista.
Mas depois descreviam vários traços biográficos que não me pareciam nada coerentes com as de um conservador empedernido, vejamos.
Ganhou em jovem um concurso de beleza.
Confessou em público que experimentou marijuana
É casada com um Esquimó
Exercia a actividade de pescadora juntamente com o marido
Tem uma filha de 17 anos que se encontra grávida.
Depois os supostos fortes argumentos conservadores:
É contra o aborto, dado que até tem um filho com trissomia 21 e até quis que nascesse apesar de saber que iria nascer assim e parece que diz a toda a gente: “o meu filho não é deficiente só tem um cromossoma a mais.
Defende a liberalização das armas.
A minha questão é a seguinte: será que ser anti-aborto e defender a liberalização do uso de armas é ser conservador ?
Para mim, longe disso, não se podem confundir posições tácticas partidárias, ditadas pela luta política, com meras questões de consciência pessoal que atravessam todo o espectro político.
O que este perfil me sugere é um espirito muito liberal e pouco conservador.
Creio até que Sarah Palin tem a maior virtude de todas e, tão rara que confunde os analistas que não lhe perdoam, não é autómato, pensa pela sua própria cabeça.

2008-09-03

Os políticos deveriam ser responsabilizados por aquilo que dizem

1. Sócrates, em Portugal, a propósito dos professores que não foram colocados, disse que o tempo da facilidade já acabou.
Eu bem sei, e a culpa é muito dele. Ao menos tenha a decência de não se vangloriar disso.
Nós queremos facilidades, cada vez mais facilidades, para dificuldades já bastam as que não se podem evitar.

2. José Eduardo dos Santos em Angola, a propósito das eleições disse que não era necessária alternância de partidos, bastava mudar as políticas erradas e remover os políticos que pensam mais nos seus interesses do que nos do país.
Depreendo que se irá demitir para dar lugar aos outros que põem Angola à frente dos seus interesses, se os houver, é claro.

2008-08-31

Carta de John Cleese à América

Chegou-me por e-mail com este estatuto mas conhecendo John Cleese, o seu tipo fabuloso de humor, nada me faz duvidar da sua autenticidade.
Deixo-vos, em primeiro lugar a minha tradução para português mas para que não corra o risco de trair alguma coisa e para que quem domine a lingua de Shakespear possa sentir o sabor original, a seguir segue o, suposto, original em Inglês.

É uma pérola de humor.

Carta à América

Dado a vossa incapacidade de escolher um Presidente dos EUA competente e, portanto de vos governardes, comunicamo-vos por este meio a revogação da vossa independência, com efeitos imediatos.

Sua Majestade Soberana a Rainha Isabel II assumirá os seus direitos reais sobre todos os Estados, comunidades e outros territórios (com excepção do Kansas que não lhe agrada muito) a partir da próxima segunda-feira em diante.

O vosso Primeiro-ministro Gordon Brown, nomeará um governador para a América, sem necessidade de mais eleições. O congresso e o Senado serão dissolvidos. No próximo ano poderá circular um inquérito para verificar se algum de vós notou alguma diferença.

Para facilitar a transição para a dependência da Coroa Britânica, serão introduzidas as seguintes leis que entrarão em vigor imediatamente:

1. Deverão verificar o significado da palavra “revogação” (“revocation”) no Oxford English Diccionary e seguidamente o da palavra “alumínio” (“aluminium”) e consultar um guia de pronúncia. Ficarão estupefactos ao verificar a forma incorrecta como as têm pronunciado.
2. A letra U será reintroduzida em palavras como “colour” “favour” e “neighbour”, também aprenderão a escrever “doughnut” sem desperdiçar metade das letras e o sufixo “ize” será substituído por “ise”.
3. Aprenderão que o sufixo “burgh” se pronuncia “bura”: no entanto poderão alterar a grafia de Pitsburgh para Pitsberg se acharem que a pronúncia correcta é demasiado complicada para vocês.
4. Em geral esperamos que o vosso vocabulário (consultar “vocabulário” - “vocabulary”) cresça para níveis minimamente aceitáveis. Usar as mesmas 27 palavras entremeadas de ruídos de preenchimento como “like” e “you know” é uma prática inaceitável e uma forma incorrecta de comunicação.
5. Não existe essa coisa chamada US-English . Informaremos a Microsoft do facto em vosso nome. O corrector ortográfico do Word será alterado de forma a contemplar a reintrodução do u e a supressão de ize.
6. Reaprenderão o vosso hino original “God Save the Queen” mas apenas após terem cumprido satisfatoriamente o artigo primeiro (ver acima)
7. O 4 de Julho deixará de ser celebrado como feriado. O 2 de Novembro será um novo feriado nacional, celebrado apenas em Inglaterra, será chamado “o dia da desforra”.
8. Aprenderão a resolver as vossas disputas sem utilizar armas, advogados ou psiquiatras. O facto de precisarem tanto de advogados e de psiquiatras mostra que não estão suficientemente maduros para a independência. As armas só devem ser usadas por adultos. Se vocês não são adultos para resolver as questões por vocês próprios sem processar alguém ou falar com um psi, então ainda não cresceram o suficiente para manusear armas.
9. Portanto não vos será mais permitido possuir ou utilizar qualquer coisa mais perigosa do que um descascador de fruta. Contudo ser-vos-á exigida uma licença para utilizar um descascador de fruta em público.
10. Todos os carros americanos serão banidos. São uma merda e isto é para o vosso bem. Quando vos mostrarmos carros alemães vocês perceberão do que estamos a falar.
11. Todos os cruzamentos serão substituídos por rotundas. E começarão imediatamente a conduzir pela esquerda. Também passarão para o sistema métrico imediatamente e sem a ajuda de tábuas de conversão. Quer as rotundas, quer o sistema métrico permitir-vos-á compreender o sentido de humor britânico.
12. Os ex-EUA adoptarão os preços de combustíveis (“petrol”, a que vocês chamam “gasoline”) do Reino Unido – aproximadamente 6 US dólares por um galão. Habituem-se.
13. Aprenderão a fazer autênticas batatas fritas (“chips”). Essa coisa a que chamam batatas fritas (“french fries”) não são autênticas batatas fritas e aquelas coisas a que insistem em chamar “potato chips” chamam-se de facto “crisps”. As verdadeiras batatas fritas são cortadas grossas, fritas em gordura animal e não se acompanham com maionese mas com vinagre.
14. Os empregados e empregadas de mesa serão treinados para serem mais agressivos para com os clientes.
15. Aquela coisa fria e sem gosto a que insistem em chamar cerveja, não tem nada a ver com cerveja. De ora em diante apenas a cerveja inglesa terá o nome de cerveja (“beer”). As cervejas europeias de famosas e reconhecidas procedências serão chamadas de “lager”. As cervejas americanas passarão a ser chamadas “urina de insecto quase congelada”, de forma a que tudo possa ser comercializado sem risco de maiores confusões.
16. A Hollywood será exigido que de vez em quando seleccionem actores ingleses para papéis de bom da fita. Também será exigido que Hollywood seleccione ingleses para representarem papéis de ingleses. Ver Andy McDowell tentar dialogar em inglês nos “4 casamentos e um funeral” foi uma experiência semelhante à de ter as orelhas removidas por um ralador de queijo.
17. Deixarão de jogar futebol americano. Só existe um tipo correcto de futebol; vocês chamam-lhe “soccer”. A alguns de vocês suficientemente corajosos será autorizado a que pratiquem rugby (que tem algumas semelhanças com o vosso futebol mas não implica paragens a cada 20 segundos nem vestir uma armadura de kevlar recobrindo todo o corpo como um bando de mariquinhas “jessies” calão inglês para paneleiros “big girls blouse”)
18. Ainda deixarão de jogar basebol. Não é razoável organizar um evento chamado “campeonato mundial” (“world séries”) para um jogo que não se joga fora da América. Como apenas 2,1% de vós sabe que existe um mundo para além das vossas fronteiras tal erro é compreensível e perdoável.
19. Têm que nos dizer afinal quem matou JFK, antes que fiquemos doidos.
20. Um agente interno das finanças (um cobrador de impostos) do Governo de Sua Majestade será enviado em breve de forma a garantir a cobrança de dívidas que remontam a 1776.

Grato pela vossa compreenção.
John Cleese



John Cleese's Letter to America

In view of your failure to elect a competent President of the USA andthus to govern yourselves, we hereby give notice of the revocation of your independence, effective immediately.

Her Sovereign Majesty, Queen Elizabeth II, will resume monarchicalduties over all states, commonwealths and other territories (exceptKansas , which she does not fancy), as from Monday next.

Your new prime minister, Gordon Brown, will appoint a governor forAmerica without the need for further elections. Congress and the Senatewill be disbanded. A questionnaire may be circulated next year todetermine whether any of you noticed.

To aid in the transition to a British Crown Dependency, the followingrules are introduced with immediate effect:

1. You should look up "revocation" in the Oxford English Dictionary.Then look up "aluminium," and check the pronunciation guide. You will beamazed at just how wrongly you have been pronouncing it.

2. The letter 'U' will be reinstated in words such as 'colour', 'favour'and 'neighbour.' Likewise, you will learn to spell 'doughnut' withoutskipping half the letters, and the suffix "ize" will be replaced by thesuffix "ise."

3. You will learn that the suffix 'burgh' is pronounced 'burra'; you mayelect to respell Pittsburgh as 'Pittsberg' if you find you simply can'tcope with correct pronunciation.

4. Generally, you will be expected to raise your vocabulary toacceptable levels (look up "vocabulary"). Using the same twenty-sevenwords interspersed with filler noises such as "like" and "you know" isan unacceptable and inefficient form of communication.

5. There is no such thing as "US English." We will let Microsoft know onyour behalf. The Microsoft spell-checker will be adjusted to takeaccount of the reinstated letter 'u' and the elimination of "-ize."

6. You will relearn your original national anthem, "God Save The Queen",but only after fully carrying out Task #1 (see above).

7. July 4th will no longer be celebrated as a holiday. November 2nd willbe a new national holiday, but to be celebrated only in England . Itwill be called "Come-Uppance Day."

8. You will learn to resolve personal issues without using guns, lawyersor therapists. The fact that you need so many lawyers and therapistsshows that you're not adult enough to be independent. Guns should onlybe handled by adults. If you're not adult enough to sort things outwithout suing someone or speaking to a therapist then you're not grownup enough to handle a gun.

9. Therefore, you will no longer be allowed to own or carry anythingmore dangerous than a vegetable peeler. A permit will be required if youwish to carry a vegetable peeler in public.

10. All American cars are hereby banned. They are crap and this is foryour own good. When we show you German cars, you will understand what wemean.

11. All intersections will be replaced with roundabouts, and you willstart driving on the left with immediate effect. At the same time, youwill go metric immediately and without the benefit of conversion tables..Both roundabouts and metrication will help you understand the Britishsense of humour.

12. The Former USA will adopt UK prices on petrol (which you have beencalling "gasoline") - roughly $6/US per gallon. Get used to it.

13. You will learn to make real chips. Those things you call Frenchfries are not real chips, and those things you insist on calling potatochips are properly called "crisps." Real chips are thick cut, fried inanimal fat, and dressed not with mayonnaise but with vinegar.

14. Waiters and waitresses will be trained to be more aggressive withcustomers.

15. The cold tasteless stuff you insist on calling beer is not actuallybeer at all. Henceforth, only proper British Bitter will be referred toas "beer," and European brews of known and accepted provenance will bereferred to as "Lager." American brands will be referred to as"Near-Frozen Gnat's Urine," so that all can be sold without risk offurther confusion.

16. Hollywood will be required occasionally to cast English actors asgood guys. Hollywood will also be required to cast English actors toplay English characters. Watching Andie MacDowell attempt Englishdialogue in "Four Weddings and a Funeral" was an experience akin tohaving one's ear removed with a cheese grater.

17. You will cease playing American "football." There is only one kindof proper football; you call it "soccer". Those of you brave enoughwill, in time, will be allowed to play rugby (which has somesimilarities to American "football", but does not involve stopping for arest every twenty seconds or wearing full kevlar body armour like abunch of Jessies - English slang for "Big Girls Blouse").

18. Further, you will stop playing baseball. It is not reasonable tohost an event called the "World Series" for a game which is not playedoutside of America . Since only 2.1% of you are aware that there is aworld beyond your borders, your error is understandable and forgiven.

19. You must tell us who killed JFK. It's been driving us mad.20. An internal revenue agent (i.e. tax collector) from Her Majesty'sGovernment will be with you shortly to ensure the acquisition of allmonies due, backdated to 1776.Thank you for your co-operation.John Cleese

2008-08-29

Já me esquecia de contar

O que irritou também muito o Medvedev foi a prima Geórgia.
Não é que ela tinha uma Ossétia lindíssima, lustrosa e com muito pelo, embora arisca porque estava sempre a querer fugir.
O Medvedev estava de olho na Ossétia da prima, queria a todo o custo brincar com ela, mas ela não deixava e dizia-lhe sempre “tu já tens uma Ossétia, brinca com a tua”.
O Medvedev porém, certo dia, roubou-a à força e a prima Geórgia começou a chorar e a gritar, refilou à contínua, D. Europa, que estava já farta das brigas dos miúdos e foi-se queixar ao Bush.
Este facto, para além de brigas passadas, também fazia falta para se perceber melhor, o tal namoro do Bush com a Polónia, tudo só para irritar o Medvedev, claro, e o que é certo é que tem conseguido.

2008-08-28

A alta política internacional

Vejamos, 7 meninos estão a brincar no mundo.
Um chama-se Bush, outro era o Putin mas estava cansado ou a avó chamou-o para um bolicau e uns chocapits e ele deixou o amigo Medvedev a jogar por ele.
Depois havia mais meninos, eram o Iraque o Irão e duas meninas que davam pelo nome de Coreia do Norte e Polónia.
A Certa fase do jogo Bush disse com solenidade:
Os maus são o Iraque o Irão e a Coreia do Norte, não os suporto, chamou-lhes mesmo “eixo do mal”.
Depois, chateia o Iraque, deu-lhe mesmo uma chapada grande, e foi insultando a Coreia do Norte e o Irão, dizendo sempre “lá fora comes, tás a ouvir?” mas, no jogo quem ele teme mesmo é o Medvedev e com quem se alia é com a Polónia que já tinha sido amiga do Medvedev, e só para o chatear.
O Medevedev, ainda picado pelo Putin que vinha comendo a sua sandes, fica fulo e diz, “então tua andas a “namorar” a minha ex-namorada, em vez de bateres no Irão e na Coreia do Norte, pá? Espera aí que eu vou buscar a casa o meu míssil transcontinental Topol (que é um grande abafador, perto de um “papa mundo” que só se usa quando estamos irritados) e é para ver se gostas!”
E assim o jogo fica quente e tenso.
O que safa é que a mãe do Bush já o chamou também para o lanche, e o menino Obama e o menino McCain andam a tirar à sorte para ver quem o vai substituir.
E além disso já se está a fazer noite e daqui a pouco vai mas é tudo para a cama.

2008-08-27

Amazónia

Amazónia – de Galvez a Chico Mendes, é uma excelente produção da rede Globo que relata a saga da ocupação da amazónia ao longo de 3 gerações de coronéis e de seringueiros mostrando as várias teias sociais, as fraquezas e vilezas humanas mas também a sua heroicidade em muitos momentos.
É um verdadeiro e muito interessante documento histórico e sobre a condição humana.
A SIC apresentou-a como série semanal para os serões de Domingo, até que um qualquer deus das audiências a foi remetendo para horários cada vez mais tardios, estando agora a ser transmitida ainda aos Domingos, mas não todos, uma ou outra vez aos Sábados, entre as 4 e as 6 da madrugada.
É o que a SIC costuma fazer às melhores produções, é o mesmo que fez à excelente produção de uma TV holandesa “Beauty and Consolation”, só os muito interessados como eu e com meios para isso, vão procurando gravar os episódios, com grandes margens de tempo para garantir que o episódio lá fica, porque mesmo marcada por exemplo para as 4h 15m da manhã pode ser que comece às 4 ou às 4h 45. Nenhum respeito nem pela obra nem pelo espectador.
Espero que, pelo menos no Brasil, tenha sido tratada com maior respeito.
No entanto o que me sugeriu esta crónica é o facto de que um dos personagens que aparece na novela ser o, um pouco esquecido, boémio e poeta do Acre, Juvenal Antunes. Figura interessantíssima e excelente poeta, tal como vem retratado na novela mas também como pude descobrir na net.
O seu poema mais famoso é um notável elogio à preguiça que talvez transcreva aqui um outro dia, por ora deixo-vos este soneto também sábio:

Futilidade

Não me dirás, meu caro, o que é que ganhas
Em trabalhar assim, desde a alvorada,
- Larga a fronte de suores inundada -
Até que o sol se oculte entre as montanhas ?

A vida pode ser simbolizada
Pelo exemplo das moscas e das aranhas;
Ciência, amores, glórias e façanhas
Tudo termina em nada, nada e nada

O gato come o rato; o lobo a ovelha
Pelo micróbio mínimo e perverso,
O homem, que tudo come, é consumido

Nisso o grande ao pequeno se assemelha ...
E o destino de todos, no Universo,
Resume-se em comer e ser comido
!

Juvenal Antunes

2008-08-25

Dubitando ad veritatem pervenimus

Duvidando chegamos à verdade

O trágico acidente do avião da Spanair, as toscas justificações da companhia procurando apenas convencer-nos de que tudo estava bem e que tudo foi feito, quando o único facto é que o avião caiu, entrando por nós, de asas bem abertas, a evidência de que nada estava bem, ainda o recente, segundo, contratempo com outro avião da Spanair, tudo isto fez-me recordar daquela máxima, acima, que tem guiado o espírito humano na sua busca pela verdade e que tão esquecida parece estar agora, hoje, no mundo global, homogeneizado, do pensamento único, onde o virtual e a realidade se confundem e nos confundem e quando é ainda mais importante duvidar.
É este espírito do nosso tempo o “genius seculi” o “zeitgeist” que o filme abaixo procura mostrar.
Tem uma tese, defende em vários aspectos aquilo que se vai chamando a “teoria da conspiração”, como se este nome afastasse per si toda a credibilidade, mas tem uma intenção e uma fundamentação séria.
Aceite-se ou rejeite-se mas não se ignore só por ser uma voz diferente.
Está aqui em baixo a versão integral legendada em português embora seja difícil vê-lo aqui, leva 2h 02 m.
Quem quiser mais conforto poderá vê-lo aqui ou ainda aqui onde também pode comprar o DVD, a preço muito módico.

2008-08-21

Nelson Évora

Hoje ocupou quase todo o meu dia.

Primeiro a “transmissão”, meti entre aspas porque de facto não houve transmissão, preferiram dar o salto em altura do decatlo e as eliminatórias de pista que foram havendo. Da final do triplo-salto apenas imagens em diferido dos saltos melhores.
A RTP não terá culpa das imagens que lhe chegam e reproduz mas podia ao menos ter um comentador que nos fosse dizendo o que a rádio transmitia em directo mas, não teve.
O salto de ouro, consegui vê-lo escrito num quadro no estádio durante uma cerimónia protocolar. O comentador só anunciou o facto quando o mesmo salto foi mostrado em diferido, uma vergonha que faz reflectir.
Depois passei para a rádio e aí sim, havia o directo.
Enfim, adiante…! a RTP reabilitou-se com a excelente reportagem sobre o percurso de Nelson Évora que transmitiu depois do telejornal e, aí houve um momento magistral quando Nelson descreve minuciosamente cada fase (de segundos) do seu salto, onde refere que é no segundo salto que abre as “asas” e apenas sente o prazer que o invade até quando bate no solo e vê a caixa de areia, trazendo-o, de novo, à realidade e ao esforço.
Nelson reflecte muito, sobre cada contracção dos seus músculos e é assim que se faz um campeão.
Eu tenho esperança de o ver um dia, não dar um salto que lhe permita passar a marca dos 18,29 metros, mas levantar voo e sair para o infinito que é o seu único limite imaginário.
Bem-haja.

2008-08-19

Viagem da vila Paula até ao café Chitas com um criminoso a bordo

Como é sabido a lei obriga que as crianças, até quase à idade militar, se desloquem em viaturas apenas em cadeiras especiais.
Dizem que é muito mais seguro do que o simples cinto de segurança e com isso ganharão as crianças mas, contente contente está quem produz e vende essas cadeiras. É o paraíso do marketing que não precisa de grande esforço; mesmo que não se queira tem que se comprar.
Depois vêm outros problemas, é que montar aquilo tem os seus quês, não será difícil para quem o faz com frequência mas para um novato não é nada intuitivo, daí o humor de um anúncio que correu onde se ouvia a voz de uma criança perguntar “oh mãe, por que é que os carros e as casas estão todas de pernas para o ar ?” e uma voz em off explicava, “antes de montar a cadeirinha das crianças leia bem as instruções”.
Pois é, o pior é quando não temos as instruções à mão !
Para complicar o sistema, quando se tem duas crianças, como eu com os meus 2 netos, o banco traseiro fica ocupado para qualquer outro uso.
Nas minhas férias resolvi o problema com dois carros, um para dois adultos e duas crianças e outro só para adultos e assim lá vamos resolvendo quase todas as situações.
Acontece que quisemos ir ao café Chitas, 3 adultos e uma criança. A única solução era mudar uma das cadeiras para o carro livre mas isso implicava o tal problema de desmontar e montar cadeiras, o que tirava qualquer vontade de ir ao café.
Foi assim que decidi racionalmente enveredar pela vida do crime, pensei; “que se lixe, são só 500 metros, vai o miúdo sem cadeira, seja o que Deus quiser” mas para evitar a punição potencial de 600 Euros recomendei muito ao Pedro, meu neto criminoso: “se aparecer a polícia tu escondes-te no chão do carro, ouviste?” mas conservando sempre o receio de que ele, nos seus quase 4 anos, inconscientes, não acatasse devidamente as minhas instruções.
Felizmente há momentos em que a lei dorme e, apesar da tensão, a viagem de ida e volta decorreu sem mais alarmes ou sobressaltos.

2008-08-18

Mark Spitz e Michael Phelps

Mark Spitz foi aos jogos olimpícos e ganhou 7 medalhas.
Michael Phelps foi ganhar 8 medalhas e foi ao jogos olímpicos.
Para mim, Spitz não foi batido.

Erros meus, má fortuna, amor ardente …

De facto o amor ardente não teve muito a ver com o assunto mas erros meus e má fortuna fizeram-me ficar sem net uma série de dias apesar de ter supostamente a solução para o caso, a box Vodafone.
O que é certo é que não funcionou, mesmo após vários telefonemas para a assistência. Só por fim me deram a solução mas que passava por um ficheiro enviado por e-mail mas eu não tendo net não tinha também e-mail.
Tive que esperar por uma oportunidade de arranjar um acesso e só assim a coisa se resolveu.
Decididamente as novas tecnologias não gostam de mim.

2008-08-07

O que querem os media ?

Constantemente nos lembram que estamos a pagar mais pelos créditos à habitação e que ainda iremos pagar mais e até nos dizem quanto mais e isto independentemente do Banco Europeu ter mantido a taxa de juros o que não interessa nada porque o que conta é a euribor e essa esta-se marimbando para o Banco Europeu.
Depois fala-nos dos lucros das empresas, também não estão famosos, são só uns milhões, mas também não são tão maus assim e vão melhorar.
A seguir diz que vão haver portagens à entrada das cidades e agravadas para os carros que só levem um passageiro, isto por causa de um estudo do famoso Ferreira da Quercos que nos explicou que deveriam ser não mais do que 35 dias e afinal foram mais de 180, esqueceu-se é de dizer do que é que estava a falar mas presumo que terão sido 180 dias de coisas terríveis para a nossa saúde.
Por último vão-nos lembrando que o índice de confiança anda pela rua da amargura.
Eu vejo isto e pergunto, porque será ? não percebo !

2008-08-01

Esta noite em Mirandela...

O som da percussão intenso, monótono, repetido, até à exaustão, tem um fascínio para a nossa espécie que talvez se explique apenas por qualquer fenómeno de psicoactividade.
O que é certo é que ele está presente em praticamente todas as culturas humanas e faz parte do folclore e de diversos rituais sociais próprios de cada cultura.
Luis Buñuel descreve como foram marcantes para ele e como essa memória o acompanhou sempre, os tambores de Calanda (a sua aldeia natal) percutidos em uníssono e com grande intensidade na festa da Semana Santa.
Aqui fica um pequeno trecho do que Buñuel escreveu sobre o assunto:
Cuando el reloj de la Torre del Pilar inicie la cuenta de las 12, en la mañana del Viernes Santo calandino, la hora quedará rota. El sonido de los redobles se convierte en un lenguaje expresivo. A la primera campanada de las doce del reloj de la iglesia, un estruendo enorme como de un gran trueno retumba en todo el pueblo con una fuerza aplastante. Todos los tambores redoblan a la vez. Una emoción indefinible que pronto se convierte en una especie de embriaguez, se apodera de los hombres.
Do livro “O último suspiro” de Luis Buñuel
É interessante ver como ele sentiu esse efeito inebriador dos tambores.
O Youtube permite-nos sentir um ar dessa graça.




Em Mirandela, a noite dos bombos, que será esta noite, tem porém características diferentes:
Não é uma tradição antiga: conta-se que em meados do século passado, um grupo de médicos do hospital de Mirandela roubou ou de qualquer forma se apoderou dos bombos de um grupo que deveria actuar nas festas anuais da Srª do Amparo e, com a ajuda de muito álcool iniciou uma batucada infernal que terá durado toda a noite. Como eram doutores tiveram alguma complacência das autoridades e da população e assim nasceu a tradição que ano após ano se repete em Mirandela e atrai já muitos forasteiros.
Chama-se “Noite dos Bombos” e é praticamente desorganizada, daí talvez parte do seu encanto, consiste essencialmente em vários, muitos, grupos informais de ambos os sexos e de todas as idades, alguns trajando a bata branca médica, remetendo-nos para a sua origem, outros simplesmente bebendo e tocando por toda a cidade até à manhã seguinte, até não poderem mais.
É uma noite sem regras, sem freios e sem tino.
Alguns habitantes da cidade, porque gostariam de dormir, não suportam esta noite em claro e procuram fugir da cidade, outros sonham com ela e lamentam apenas que seja só uma vez por ano.
O melhor é mesmo participar.
É sempre um “happening”.
A baixo, fica também um breve filme sobre um dos muitíssimos grupos actuantes que pode dar uma muito pálida ideia do que esta noite vai ser.
Viva a noite dos bombos de Mirandela.

2008-07-31

Sócrates errou a vocação

Ao ver Sócrates ontem apresentando os “Magalhães”, transpirando optimismo e com grande entusiasmo e convicção, bem atento às significativas vantagens daquelas máquinas nos seus mais ínfimos pormenores, percebi como falhou a sua verdadeira vocação.
Ganhamos um mau Primeiro Ministro e perdemos um excelente vendedor.

2008-07-29

O teatro do absurdo

Ionesco foi um dos grandes dramaturgos do teatro do absurdo, com diversas obras notáveis como a “Cantora Careca”, o “Rinoceronte” ou “As cadeiras”.
Na altura, anos 50 e 60 do século passado, fizeram furor pela sua originalidade, o seu arrojo e aquela dúvida que nos deixava sempre “será isto arte ? ou estarão a gozar comigo e eu a deixar ?”.
Passou o tempo e o teatro do absurdo saiu do “main stream”, mas ao ler hoje o seguinte esclarecimento do Jornal Público, foi de Ionesco que me lembrei:
“Na primeira página de ontem, escreveu-se, por lapso, e no âmbito do trabalho que comparou a nova tabela de preços do registo predial com a situação anterior, que "o custo dos notários para a compra e venda de casa com recurso ao crédito bancário é dos que baixaram menos". Como se compreende, não foi o custo dos notários que sofreu alterações, mas sim o preço dos registos, que são efectuados não nos notários, mas nas conservatórias. Pelo lapso pedimos desculpa aos visados e aos leitores.”
Será que alguém compreende do que é que o Público está a pedir desculpas ?
De ter dito que os custos dos notários é que baixaram menos quando afinal eles nem se alteraram (será que poderá baixar menos do que zero ?)
E o que é que se compreende ? e se se compreende (talvez lendo o artigo) porque é que nos querem explicar outra vez ?
Terão sido então os custos das conservatórias que baixaram menos e não os dos notários que afinal não se alteraram ? e então como é que os custos subiram ? (que era o tema da notícia).
Bom, seja o que for, o Público, por mim, está desculpado.

2008-07-28

Eles sabem-na toda

Na esteira de Sócrates que sabe tudo, o PS também diz que não precisa de lições de corrupção de Cravinho.
Pudera, eles são especialistas no tema.

2008-07-26

A geração rasca

Quando em 1994, Vicente Jorge Silva intitulou de geração rasca aquela camada etária que então frequentava a Universidade, certamente não imaginou o tremendo impacto que a sua designação iria ter e que, passados 14 anos, continua a suscitar debates e análises em Universidades e nos cafés.
Acertou em cheio. Rasca é uma expressão suficientemente rica e difusa na sua negatividade, par poder ser, ofensiva para uns e ostentada orgulhosamente por outros, como os que fazem este excelente blog e que em vez de a rebater, a interiorizaram e ostentam como quem afirma ao mundo “se nós somos os rascas olhem então para vocês, quão abaixo de rasca são!”
É a geração da minha filha Joana, é a geração dos filhos da revolução, geração que nasceu e cresceu sem os valores decrépitos do outro regime e sem ter ainda nenhuns novos para os substituir, daí a sua desorientação, mas são também eles que os estão a construir.
Como em todas as gerações há de tudo, do mais baixo e desprezível, infelizmente muitos como sempre, mas também alguns de génio que nos irão salvar.
Veio esta crónica a propósito da referência que ouvi no último programa de “Alma Nostra”, diálogos entre Amaral dias e Carlos Magno que se podem ouvir na RDP1 em “podcast" visto que passa a horas inconvenientes, como quase todos os programas que merecem ser acompanhados, diziam eles que é essa geração rascas que está agora a chegar ao poder.
È bem verdade, é gente que está hoje entre os 33 e os 39 anos, são já os quadros intermédios da administração e de muitas empresas, em breve estarão no topo.
Sejam bem vindos e devolvam-nos o bom senso, se possível.

2008-07-23

Radovan Karadzic

Eu tenho “mixed feelings” sobre estes Tribunais Internacionais que procuram num tempo de ordem e paz, com toda a calma e conforto, julgar factos que se passaram noutros tempos e noutros mundos, sem lei nem regras, como são todas as guerras
Não sei se isto é justiça !
A generalidade dos homens, penso até que todos, são capazes, em momentos e circunstancias diferentes dos actos da maior nobreza mas também dos da maior ignomínia e crueldade.
A história está repleta de exemplos. Muitos ou praticamente todos os nossos venerandos heróis cometeram actos de barbárie, a começar no Rei fundador e a passar pelos grandes descobridores e até Jesus Cristo que era o mais pacífico e tolerante dos homens, teve iras, chamadas justas.
Jubiabá, personagem do romance de Jorge Amado, falava num olho da crueldade e num olho da piedade que todos teríamos à nascensa, embora alguns tenham o olho da piedade vazado, dizia.
“A Condição Humana” de André Malraux aborda tudo isto magistralmente.
De qualquer forma Karadzic, de facto, excedeu-se muito em, pelo menos, tolerar actos de crueldade extrema, tortura, assassinatos e violações, terríveis.
Nenhum de nós faria isso, sentimos, mas nenhum de nós viveu aquelas circunstâncias também.
Eu, por mim, sigo o preceito cristão: “não julgues, para não seres julgado”
Seguramente estou convencido que naquelas circunstâncias nunca permitiria tais atrocidades, do mesmo modo e pela mesma exacta razão que nunca aceitaria ser Juiz neste Tribunal.

2008-07-22

O novo acordo ortográfico

Cavaco Silva já promulgou, perdão, ratificou (aprendi, entretanto isto com Vital Moreira) o dispositivo legal que rege as novas normas ortográficas, parece que em breve vai entrar mesmo em vigor.
Eu apoio, mas tenho um receio: será que Sócrates vai inventar uma coima ou alguma pena de prisão para punir quem não cumpra o acordo ?
Longe vá o agouro!

2008-07-21

Freud deveria explicar

Hoje no final do almoço vivemos numa interacção sem tempo e sem lógica, onde todos interviemos respondendo apenas a estímulos, palavras que suscitam outras palavras recolhidas em arcas de experiências que conservamos em nós.
Na sequência do ponto em que a conversa nos levou e que abordava as férias, o prazer e a liberdade das férias e o bom ar que alguém tinha por regressar de férias e após um pequeno passo para alusões sexuais como é comum nestas situações, sobretudo em grupos mistos, alguém disse assim: “sim, porque se pode fazer amor sem sexo e fazer sexo sem amor” mas logo se arrependeu, “não, não queria dizer isso, fazer amor sem sexo não faz sentido”.
Mas a acha já estava na fogueira, “não faz sentido porquê?” mas para ele, fazer amor ou fazer sexo tinha um elemento estruturante fundamental que conseguiu exprimir assim: “tudo passa por meter para dentro...”.
Esta alusão picante alimentou a sequência da conversa durante alguns minutos mais, mas eu desliguei-me nesse momento, firmei-me no postulado inicial (amor sem sexo), ocorreram à minha memória experiências passadas que ilustravam ou desmentiam o ponto e, entre elas, voltou, muito nítida, uma experiência singular e insólita que vivi um dia, há vários anos:
Dançava numa discoteca, sozinho entre outros sós, num fim de noite, como me era habitual. A música era de Doors, que tem o condão de descarregar em mim fluxos de seratonina ou de qualquer endorfina de prazer, o álcool também era quanto baste.
O meu olhar cruzou-se com o de uma outra dançarina solitária, que parecia sentir a música tal como eu, dançamos sempre sós olhando um para o outro intensamente, sentindo exactamente o mesmo, movendo os corpos em sintonia, em simpatia, até que no clímax da música se desencadeou, para mim, talvez para ela também, um orgasmo puramente cerebral.
Não nos tocámos, não trocámos palavra, desaparecemos, cada um para o seu lugar, para o seu grupo, mas para sempre eu sei que fiz amor sem sexo com aquela rapariga, ou terá sido sexo sem amor ou o quê?
Afinal só me ocorre a velha expressão de Hamlet:
“Há mais coisas no céu e na terra, Horácio do que as sonhadas pela tua filosofia”