Estudo realizado pela universidade de Birskin em sete aldeias Europeias onde a totalidade da população era de não fumadores, demonstra inequivocamente que toda a população morreu, ao fim de poucos anos, revelando não ter grande resistência à doença e sobretudo à peste.
O Estudo incidiu sobre a população de 2 aldeias francesas, 2 escocesas, 2 gregas e 1 polaca, que viveu no século XIV (Segundo o Prof. Isac Morris que dirigiu este estudo, esta data foi criteriosamente escolhida de forma a assegurar a sua qualidade de não fumadores, impedindo a ocorrência de "falsos não fumadores" que poderiam enviesar os resultados). “Não podemos assegurar com toda certeza que a mortalidade foi de 100% mas temos uma vasta equipa de investigadores a procurar e a verdade é que até ao momento não foi possível detectar ainda um único caso de sobrevivência” afirmou-nos o Prof. Morris.
Este estudo tem estado a abalar a comunidade científica e o “lobby” anti-tabagista: “temos que rever alguns aspectos” disse Rick Norman, leader da Associação Internacional por uma Vida Saudável: “Somos obrigados a reconhecer que este estudo foi conduzido com a mesmo cuidado e competência que os nossos próprios estudos que têm demonstrado os malefícios provocados pelo fumo do cigarro entre a população de fumadores passivos”.
2008-01-10
2008-01-08
O grande equívoco
Antes de Galileu o mundo também pensava que era o sol que se movia em torno da terra e custou a perceber que era ao contrário que as coisas se passavam.
Agora, a generalidade dos analistas também pensa que é o Governo que no seu jogo partidário procura manipular a banca e os grandes grupos económicos.
Puro engano, a instância política é um mero pião manipulado no grande “jogo” do capital e servindo os seus interesses. Como a comunicação social aliás.
O equívoco mantêm-se apenas porque isso convêm aos “jogadores”: “É tão bom ter as leis desenhadas para defender os meus interesses enquanto todos pensam que eu não tenho nada a ver com isso”
Agora, a generalidade dos analistas também pensa que é o Governo que no seu jogo partidário procura manipular a banca e os grandes grupos económicos.
Puro engano, a instância política é um mero pião manipulado no grande “jogo” do capital e servindo os seus interesses. Como a comunicação social aliás.
O equívoco mantêm-se apenas porque isso convêm aos “jogadores”: “É tão bom ter as leis desenhadas para defender os meus interesses enquanto todos pensam que eu não tenho nada a ver com isso”
2008-01-06
Morreu Luiz Pacheco
Talvez tenha sido necessário este sacrifício para que todos possamos finalmente ler os seus livros
2008-01-04
O Sr. Ministro da Saúde já explicou tudo
Tive o cuidado de Levar Sr. Presidente da Câmara da Anadia até à Andaluzia onde lhe mostrei um hospital magnífico com todas as valências e mais alguma e disse-lhe.
- Sr. Presidente, tudo isto será seu se não se opuser ao fecho nocturno do hospital da Anadia.
Não é que o ingrato não quis ? foi praticamente o único, assim não dá
- Sr. Presidente, tudo isto será seu se não se opuser ao fecho nocturno do hospital da Anadia.
Não é que o ingrato não quis ? foi praticamente o único, assim não dá
2008-01-02
Fiquei mais animado
Eu que sou um fumador militante.
Que os meus instantes de felicidade, estão muitas vezes associados àqueles momentos diários a que eu chamo “momentos de nicotina, cafeína e álcool”, como há alguns anos já expliquei aqui.
Eu que trabalho diariamente num pequeno gabinete individual de um Serviço público, com janela, extracção de ar e uma excelente vista sobre Lisboa.
Comecei há já algum tempo a planear a minha acção de “desobediência cívil” que me permita sobreviver incólume até que o cigarro e apenas esse me mate.
Estudei a famigerada Lei anti-tabágica e vi que era difícil, os inimigos estão por todo o lado.
A ajuda veio de onde menos esperava, do General inimigo, do próprio Presidente da ASAE.
Diz ele que nos casinos é permitido, releio a lei e não me restam dúvidas, está lá escarrapachado que é proibido, de várias formas e em diversos pontos mas é certo, a palavra casino não consta !
O DG da Saúde reagiu logo, mas aos poucos foi-se encolhendo e os casinos rejubilaram.
E há mais tantas palavras que lá não constam !
Abriu-se uma enorme brecha de segurança.
Renasceu-me uma esperança.
Que os meus instantes de felicidade, estão muitas vezes associados àqueles momentos diários a que eu chamo “momentos de nicotina, cafeína e álcool”, como há alguns anos já expliquei aqui.
Eu que trabalho diariamente num pequeno gabinete individual de um Serviço público, com janela, extracção de ar e uma excelente vista sobre Lisboa.
Comecei há já algum tempo a planear a minha acção de “desobediência cívil” que me permita sobreviver incólume até que o cigarro e apenas esse me mate.
Estudei a famigerada Lei anti-tabágica e vi que era difícil, os inimigos estão por todo o lado.
A ajuda veio de onde menos esperava, do General inimigo, do próprio Presidente da ASAE.
Diz ele que nos casinos é permitido, releio a lei e não me restam dúvidas, está lá escarrapachado que é proibido, de várias formas e em diversos pontos mas é certo, a palavra casino não consta !
O DG da Saúde reagiu logo, mas aos poucos foi-se encolhendo e os casinos rejubilaram.
E há mais tantas palavras que lá não constam !
Abriu-se uma enorme brecha de segurança.
Renasceu-me uma esperança.
2007-12-30
O fascínio da neve
Agora que muita gente procura usufruir desse prazer simples de brincar com a neve que é tão escassa no nosso país, permitindo-nos extrair desse meteoro natural apenas os seus aspectos agradáveis, recordo-me da Polónia no Inverno e em como a neve aí é uma presença constante e incómoda talvez como, para nós, a chuva no dia a dia. É chato, mas tem que ser e sabemos que faz falta.
Na formação que lá fiz falava-lhes como um exemplo de valorização dos recursos locais, falava-lhes do fluxo turístico, que anualmente, em Fevereiro, percorrem Trás os Montes para ver o espectáculo deslumbrante das amendoeiras em flor.
Todos sentiam como natural e belo esse espectáculo, só se riam com uma gargalhada franca quando eu referia:
- É que toda aquela mancha de flores brancas nos lembra a neve !
Na formação que lá fiz falava-lhes como um exemplo de valorização dos recursos locais, falava-lhes do fluxo turístico, que anualmente, em Fevereiro, percorrem Trás os Montes para ver o espectáculo deslumbrante das amendoeiras em flor.
Todos sentiam como natural e belo esse espectáculo, só se riam com uma gargalhada franca quando eu referia:
- É que toda aquela mancha de flores brancas nos lembra a neve !
2007-12-29
Armando Vara
Há quem diga que foi meteórica a carreira de Armando Vara, que não tem curriculum suficiente para integrar a administração do BCP.
Vejamos:
Armando Vara, há mais ou menos 20 anos, era um discreto empregado duma remota agência bancária e, já então, uma “estrela” ascendente na estrutura regional do PS.
Seguiu a “glory road” laboriosamente, talentosamente. Há muitos que o tentam fazer sem o conseguir (a maioria) mas Vara sim, sabendo avançar quando era possível e retroceder também quando necessário.
O partido proporcionou-lhe a escada que precisava e lá foi subindo, degrau a degrau sem cair prematuramente.
Chegou quase ao topo, primeiro a uma direcção de serviços e depois à administração da CGD e não desiludiu, pelo contrário.
Agora dá mais um passo, para o BCP.
Um arrivista, dizem alguns, veio de pára-quedas.
A estes que falam pergunto eu e Paulo Azevedo, de onde veio ?
E, Rui Vilar, sem pôr em dúvida a sua competência, já provada entretanto , mas que passou quase directamente da licenciatura para o topo da administração privada, e tantos outros, quase todos os gestores de topo ?
Será que a escada das influencias e das relações familiares vale mais do que qualquer outra ?
Será que alguns que nascem já com curriculum feito é que têm competência genética ?
Como dizia um mestre “é pelos frutos que se conhecem as árvores”.
Critiquem Vara quando, e se, ele produzir maus frutos no BCP, para já, ainda é cedo, são meros preconceitos.
Vejamos:
Armando Vara, há mais ou menos 20 anos, era um discreto empregado duma remota agência bancária e, já então, uma “estrela” ascendente na estrutura regional do PS.
Seguiu a “glory road” laboriosamente, talentosamente. Há muitos que o tentam fazer sem o conseguir (a maioria) mas Vara sim, sabendo avançar quando era possível e retroceder também quando necessário.
O partido proporcionou-lhe a escada que precisava e lá foi subindo, degrau a degrau sem cair prematuramente.
Chegou quase ao topo, primeiro a uma direcção de serviços e depois à administração da CGD e não desiludiu, pelo contrário.
Agora dá mais um passo, para o BCP.
Um arrivista, dizem alguns, veio de pára-quedas.
A estes que falam pergunto eu e Paulo Azevedo, de onde veio ?
E, Rui Vilar, sem pôr em dúvida a sua competência, já provada entretanto , mas que passou quase directamente da licenciatura para o topo da administração privada, e tantos outros, quase todos os gestores de topo ?
Será que a escada das influencias e das relações familiares vale mais do que qualquer outra ?
Será que alguns que nascem já com curriculum feito é que têm competência genética ?
Como dizia um mestre “é pelos frutos que se conhecem as árvores”.
Critiquem Vara quando, e se, ele produzir maus frutos no BCP, para já, ainda é cedo, são meros preconceitos.
2007-12-27
Questão de números
A TVI ontem começou o seu noticiário nobre com o seguinte título:
“Crise, qual crise ?”
Depois explicava que milhares de Portugueses iriam passar o ano no Brasil, na Madeira e noutros destinos de “luxo”.
Só não percebeu que a resposta à sua questão estava contida nesse mesmo texto.
Para fora foram, de facto, milhares, só que nós somos milhões e ficámos em casa por causa da crise.
Para esclarecimento da TVI informo que, em Portugal, um milhão são mil milhares.
“Crise, qual crise ?”
Depois explicava que milhares de Portugueses iriam passar o ano no Brasil, na Madeira e noutros destinos de “luxo”.
Só não percebeu que a resposta à sua questão estava contida nesse mesmo texto.
Para fora foram, de facto, milhares, só que nós somos milhões e ficámos em casa por causa da crise.
Para esclarecimento da TVI informo que, em Portugal, um milhão são mil milhares.
A situação no BCP
A sabedoria popular já há muito enquadrou o que se está a passar com o BCP:
“Zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades !”
“Zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades !”
2007-12-23
Embora o mundo ainda não tenha percebido
Todas as regiões, lugares, são especiais, únicos, irrepetíveis !
Como estas que eu conheço:
Um conjunto de algumas aldeias portuguesas, no Sul no Centro, enfim em todos os pontos cardeais e colaterais, uma vasta zona de deserto em várias partes do mundo, um extenso complexo desportivo em ruínas, saudoso de velhas glórias, na Polónia, uma lixeira de resíduos tóxicos perigosos agora coberta de relva e com ovelhas a pastar, perto de mim, segundo me dizem.
Também como aquela insistentemente referida no “Meu nome é legião” de António Lobo Antunes:
"3 (três) edifícios inteiros mais ½ (metade) direita de um à esquerda e 2/5 (dois quintos) da esquerda de outro à direita."
É para dar esta notícia que é importante a noção de "marketing territorial".
É por isso que estou a escrever um livro sobre esta temática.
Como estas que eu conheço:
Um conjunto de algumas aldeias portuguesas, no Sul no Centro, enfim em todos os pontos cardeais e colaterais, uma vasta zona de deserto em várias partes do mundo, um extenso complexo desportivo em ruínas, saudoso de velhas glórias, na Polónia, uma lixeira de resíduos tóxicos perigosos agora coberta de relva e com ovelhas a pastar, perto de mim, segundo me dizem.
Também como aquela insistentemente referida no “Meu nome é legião” de António Lobo Antunes:
"3 (três) edifícios inteiros mais ½ (metade) direita de um à esquerda e 2/5 (dois quintos) da esquerda de outro à direita."
É para dar esta notícia que é importante a noção de "marketing territorial".
É por isso que estou a escrever um livro sobre esta temática.
2007-12-21
A questão do referendo
É uma questão simplicíssima.
Por coerência, por honestidade, por uma questão de sentido democrático, pela ilusão de que é ou deveria ser o povo quem mais ordena, por tudo isso e ainda muito mais se deveria referendar o tratado constitucional.
É óbvio.
Porque não se referenda então ?
Por uma questão matemática simples:
Se todos os 27 Estados Membros referendassem o tratado, o tratado não passaria nunca, nem este nem qualquer outro.
Mesmo que houvesse 90 % de probabilidades de o tratado ser ratificado em referendo em cada um dos Estados Membros, o que já por si é duvidoso, a probabilidade de que o mesmo fosse ratificado em todos os Estados Membros seria de apenas cerca de 5 %.
É isto que nos diz a estatística, com alguns pressupostos facilmente assumíveis.
Só há uma maneira de sair deste impasse, como alguém já propôs, fazer um único referendo europeu !
Por coerência, por honestidade, por uma questão de sentido democrático, pela ilusão de que é ou deveria ser o povo quem mais ordena, por tudo isso e ainda muito mais se deveria referendar o tratado constitucional.
É óbvio.
Porque não se referenda então ?
Por uma questão matemática simples:
Se todos os 27 Estados Membros referendassem o tratado, o tratado não passaria nunca, nem este nem qualquer outro.
Mesmo que houvesse 90 % de probabilidades de o tratado ser ratificado em referendo em cada um dos Estados Membros, o que já por si é duvidoso, a probabilidade de que o mesmo fosse ratificado em todos os Estados Membros seria de apenas cerca de 5 %.
É isto que nos diz a estatística, com alguns pressupostos facilmente assumíveis.
Só há uma maneira de sair deste impasse, como alguém já propôs, fazer um único referendo europeu !
2007-12-19
2007-12-11
Afinal era mesmo Pessoa
Foi graças ao meu sobrinho Eduardo Jordão, amante de Fernando Pessoa e talentoso pianista, que aliás nos irá dar no próximo Sábado dia 15, pelas 17 horas, no Salão dos espelhos do Palácio da Ajuda, um concerto onde, estou certo, quem duvide das minhas palavras poderá confirmar ao vivo a sua justeza. Foi esse meu sobrinho que desencantou o perdido poema de Fernando Pessoa que chegou parcial e distorcido ao meu poste abaixo: “Uma Tarde no Parque “.
É assim:
Fito-me frente a frente (30-3-1931)
Fito-me frente a frente
E conheço quem sou.
Estou louco, é evidente,
Mas que louco é que estou?
É por ser mais poeta
Que gente que sou louco?
Ou é por ter completa
A noção de ser pouco?
Não sei, mas sinto morto
O ser vivo que tenho.
Nasci como um aborto,
Salvo a hora e o tamanho.
Fernando Pessoa
É assim:
Fito-me frente a frente (30-3-1931)
Fito-me frente a frente
E conheço quem sou.
Estou louco, é evidente,
Mas que louco é que estou?
É por ser mais poeta
Que gente que sou louco?
Ou é por ter completa
A noção de ser pouco?
Não sei, mas sinto morto
O ser vivo que tenho.
Nasci como um aborto,
Salvo a hora e o tamanho.
Fernando Pessoa
2007-12-06
A sinistra AZAE
Nós vamos brincando mas o mundo está-se a tornar sinistro.
A MEIA DÚZIA DE LAVRADORES que comercializam directamente os seus produtos e que sobreviveram aos centros comerciais ou às grandes superfícies vai agora ser eliminada sumariamente. Os proprietários de restaurantes caseiros que sobram, e vivem no mesmo prédio em que trabalham, preparam-se, depois da chegada da "fast food", para fechar portas e mudar de vida. Os cozinheiros que faziam a domicílio pratos e "petiscos", a fim de os vender no café ao lado e que resistiram a toneladas de batatas fritas e de gordura reciclada, podem rezar as últimas orações. Todos os que cozinhavam em casa e forneciam diariamente, aos cafés e restaurantes do bairro, sopas, doces, compotas, rissóis e croquetes, podem sonhar com outros negócios. Os artesãos que comercializam produtos confeccionados à sua maneira vão ser liquidados.
A SOLUÇÃO FINAL vem aí. Com a lei, as políticas, as polícias, os inspectores, os fiscais, a imprensa e a televisão. Ninguém, deste velho mundo, sobrará. Quem não quer funcionar como uma empresa, quem não usa os computadores tão generosamente distribuídos pelo país, quem não aceita as receitas harmonizadas, quem recusa fornecer-se de produtos e matérias-primas industriais e quem não quer ser igual a toda a gente está condenado. Estes exércitos de liquidação são poderosíssimos: têm Estado-maior em Bruxelas e regulam-se pelas directivas europeias elaboradas pelos mais qualificados cientistas do mundo; organizam-se no governo nacional, sob tutela carismática do Ministro da Economia e da Inovação, Manuel Pinho; e agem através do pessoal da ASAE, a organização mais falada e odiada do país, mas certamente a mais amada pelas multinacionais da gordura, pelo cartel da ração e pelos impérios do açúcar.
EM FRENTE À FACULDADE onde dou aulas, há dois ou três cafés onde os estudantes, nos intervalos, bebem uns copos, conversam, namoram e jogam às cartas ou ao dominó. Acabou! É proibido jogar!
Nas esplanadas, a partir de Janeiro, é proibido beber café em chávenas de louça, ou vinho, águas, refrigerantes e cerveja em copos de vidro. Tem de ser em copos de plástico.
Vender, nas praias ou nas romarias, bolas de Berlim ou pastéis de nata que não sejam industriais e embalados? Proibido.
Nas feiras e nos mercados, tanto em Lisboa e Porto, como em Vinhais ou Estremoz, os exércitos dos zeladores da nossa saúde e da nossa virtude fazem razias semanais e levam tudo quanto é artesanal: azeitonas, queijos, compotas, pão e enchidos.
Na província, um restaurante artesanal é gerido por uma família que tem, ao lado, a sua horta, donde retira produtos como alfaces, feijão verde, coentros, galinhas e ovos? Acabou. É proibido. Embrulhar castanhas assadas em papel de jornal? Proibido.
Trazer da terra, na estação, cerejas e morangos? Proibido.
Usar, na mesa do restaurante, um galheteiro para o azeite e o vinagre é proibido. Tem de ser garrafas especialmente preparadas.
Vender, no seu restaurante, produtos da sua quinta, azeite e azeitonas, alfaces e tomate, ovos e queijos, acabou. Está proibido.
Comprar um bolo-rei com fava e brinde porque os miúdos acham graça? Acabou. É proibido.
Ir a casa buscar duas folhas de alface, um prato de sopa e umas fatias de fiambre para servir uma refeição ligeira a um cliente apressado? Proibido.
Vender bolos, empadas, rissóis, merendas e croquetes caseiros é proibido. Só industriais.
É proibido ter pão congelado para uma emergência: só em arcas especiais e com fornos de descongelação especiais, aliás caríssimos.
Servir areias, biscoitos, queijinhos de amêndoa e brigadeiros feitos pela vizinha, uma excelente cozinheira que faz isto há trinta anos? Proibido.
AS REGRAS, cujo não cumprimento leva a multas pesadas e ao encerramento do estabelecimento, são tantas que centenas de páginas não chegam para as descrever.
Nas prateleiras, diante das garrafas de Coca-Cola e de vinho tinto tem de haver etiquetas a dizer Coca-Cola e vinho tinto.
Na cozinha, tem de haver uma faca de cor diferente para cada género.
Não pode haver cruzamento de circuitos e de géneros: não se pode cortar cebola na mesma mesa em que se fazem tostas mistas.
No frigorífico, tem de haver sempre uma caixa com uma etiqueta "produto não válido", mesmo que esteja vazia.
Cada vez que se corta uma fatia de fiambre ou de queijo para uma sanduíche, tem de se colar uma etiqueta e inscrever a data e a hora dessa operação.
Não se pode guardar pão para, ao fim de vários dias, fazer torradas ou açorda.
Aproveitar outras sobras para confeccionar rissóis ou croquetes? Proibido.
Flores naturais nas mesas ou no balcão? Proibido. Têm de ser de plástico, papel ou tecido.
Torneiras de abrir e fechar à mão, como sempre se fizeram? Proibido. As torneiras nas cozinhas devem ser de abrir ao pé, ao cotovelo ou com célula fotoeléctrica.
As temperaturas do ambiente, no café, têm de ser medidas duas vezes por dia e devidamente registadas.
As temperaturas dos frigoríficos e das arcas têm de ser medidas três vezes por dia, registadas em folhas especiais e assinadas pelo funcionário certificado.
Usar colheres de pau para cozinhar, tratar da sopa ou dos fritos? Proibido. Tem de ser de plástico ou de aço.
Cortar tomate, couve, batata e outros legumes? Sim, pode ser. Desde que seja com facas de cores diferentes, em locais apropriados das mesas e das bancas, tendo o cuidado de fazer sempre uma etiqueta com a data e a hora do corte.
O dono do restaurante vai de vez em quando abastecer-se aos mercados e leva o seu próprio carro para transportar uns queijos, uns pacotes de leite e uns ovos? Proibido. Tem de ser em carros refrigerados.
TUDO ISTO, como é evidente, para nosso bem. Para proteger a nossa saúde. Para modernizar a economia. Para apostar no futuro. Para estarmos na linhada frente. E não tenhamos dúvidas: um dia destes, as brigadas vêm, com estas regras, fiscalizar e ordenar as nossas casas. Para nosso bem, pois claro.
António Barreto «Retrato da Semana» - «Público» de 25 de Novembro de 2007
A MEIA DÚZIA DE LAVRADORES que comercializam directamente os seus produtos e que sobreviveram aos centros comerciais ou às grandes superfícies vai agora ser eliminada sumariamente. Os proprietários de restaurantes caseiros que sobram, e vivem no mesmo prédio em que trabalham, preparam-se, depois da chegada da "fast food", para fechar portas e mudar de vida. Os cozinheiros que faziam a domicílio pratos e "petiscos", a fim de os vender no café ao lado e que resistiram a toneladas de batatas fritas e de gordura reciclada, podem rezar as últimas orações. Todos os que cozinhavam em casa e forneciam diariamente, aos cafés e restaurantes do bairro, sopas, doces, compotas, rissóis e croquetes, podem sonhar com outros negócios. Os artesãos que comercializam produtos confeccionados à sua maneira vão ser liquidados.
A SOLUÇÃO FINAL vem aí. Com a lei, as políticas, as polícias, os inspectores, os fiscais, a imprensa e a televisão. Ninguém, deste velho mundo, sobrará. Quem não quer funcionar como uma empresa, quem não usa os computadores tão generosamente distribuídos pelo país, quem não aceita as receitas harmonizadas, quem recusa fornecer-se de produtos e matérias-primas industriais e quem não quer ser igual a toda a gente está condenado. Estes exércitos de liquidação são poderosíssimos: têm Estado-maior em Bruxelas e regulam-se pelas directivas europeias elaboradas pelos mais qualificados cientistas do mundo; organizam-se no governo nacional, sob tutela carismática do Ministro da Economia e da Inovação, Manuel Pinho; e agem através do pessoal da ASAE, a organização mais falada e odiada do país, mas certamente a mais amada pelas multinacionais da gordura, pelo cartel da ração e pelos impérios do açúcar.
EM FRENTE À FACULDADE onde dou aulas, há dois ou três cafés onde os estudantes, nos intervalos, bebem uns copos, conversam, namoram e jogam às cartas ou ao dominó. Acabou! É proibido jogar!
Nas esplanadas, a partir de Janeiro, é proibido beber café em chávenas de louça, ou vinho, águas, refrigerantes e cerveja em copos de vidro. Tem de ser em copos de plástico.
Vender, nas praias ou nas romarias, bolas de Berlim ou pastéis de nata que não sejam industriais e embalados? Proibido.
Nas feiras e nos mercados, tanto em Lisboa e Porto, como em Vinhais ou Estremoz, os exércitos dos zeladores da nossa saúde e da nossa virtude fazem razias semanais e levam tudo quanto é artesanal: azeitonas, queijos, compotas, pão e enchidos.
Na província, um restaurante artesanal é gerido por uma família que tem, ao lado, a sua horta, donde retira produtos como alfaces, feijão verde, coentros, galinhas e ovos? Acabou. É proibido. Embrulhar castanhas assadas em papel de jornal? Proibido.
Trazer da terra, na estação, cerejas e morangos? Proibido.
Usar, na mesa do restaurante, um galheteiro para o azeite e o vinagre é proibido. Tem de ser garrafas especialmente preparadas.
Vender, no seu restaurante, produtos da sua quinta, azeite e azeitonas, alfaces e tomate, ovos e queijos, acabou. Está proibido.
Comprar um bolo-rei com fava e brinde porque os miúdos acham graça? Acabou. É proibido.
Ir a casa buscar duas folhas de alface, um prato de sopa e umas fatias de fiambre para servir uma refeição ligeira a um cliente apressado? Proibido.
Vender bolos, empadas, rissóis, merendas e croquetes caseiros é proibido. Só industriais.
É proibido ter pão congelado para uma emergência: só em arcas especiais e com fornos de descongelação especiais, aliás caríssimos.
Servir areias, biscoitos, queijinhos de amêndoa e brigadeiros feitos pela vizinha, uma excelente cozinheira que faz isto há trinta anos? Proibido.
AS REGRAS, cujo não cumprimento leva a multas pesadas e ao encerramento do estabelecimento, são tantas que centenas de páginas não chegam para as descrever.
Nas prateleiras, diante das garrafas de Coca-Cola e de vinho tinto tem de haver etiquetas a dizer Coca-Cola e vinho tinto.
Na cozinha, tem de haver uma faca de cor diferente para cada género.
Não pode haver cruzamento de circuitos e de géneros: não se pode cortar cebola na mesma mesa em que se fazem tostas mistas.
No frigorífico, tem de haver sempre uma caixa com uma etiqueta "produto não válido", mesmo que esteja vazia.
Cada vez que se corta uma fatia de fiambre ou de queijo para uma sanduíche, tem de se colar uma etiqueta e inscrever a data e a hora dessa operação.
Não se pode guardar pão para, ao fim de vários dias, fazer torradas ou açorda.
Aproveitar outras sobras para confeccionar rissóis ou croquetes? Proibido.
Flores naturais nas mesas ou no balcão? Proibido. Têm de ser de plástico, papel ou tecido.
Torneiras de abrir e fechar à mão, como sempre se fizeram? Proibido. As torneiras nas cozinhas devem ser de abrir ao pé, ao cotovelo ou com célula fotoeléctrica.
As temperaturas do ambiente, no café, têm de ser medidas duas vezes por dia e devidamente registadas.
As temperaturas dos frigoríficos e das arcas têm de ser medidas três vezes por dia, registadas em folhas especiais e assinadas pelo funcionário certificado.
Usar colheres de pau para cozinhar, tratar da sopa ou dos fritos? Proibido. Tem de ser de plástico ou de aço.
Cortar tomate, couve, batata e outros legumes? Sim, pode ser. Desde que seja com facas de cores diferentes, em locais apropriados das mesas e das bancas, tendo o cuidado de fazer sempre uma etiqueta com a data e a hora do corte.
O dono do restaurante vai de vez em quando abastecer-se aos mercados e leva o seu próprio carro para transportar uns queijos, uns pacotes de leite e uns ovos? Proibido. Tem de ser em carros refrigerados.
TUDO ISTO, como é evidente, para nosso bem. Para proteger a nossa saúde. Para modernizar a economia. Para apostar no futuro. Para estarmos na linhada frente. E não tenhamos dúvidas: um dia destes, as brigadas vêm, com estas regras, fiscalizar e ordenar as nossas casas. Para nosso bem, pois claro.
António Barreto «Retrato da Semana» - «Público» de 25 de Novembro de 2007
2007-12-03
É certo que Chavez irrita um pouco mas ...
É certo que Chavez chama fascista a quem não gosta mas os nossos media pagam-lhe na mesma moeda:
Não renovou um contrato de concessão de TV que chegou ao seu termo, nos termos de um direito que qualquer democracia tem, incluindo a nossa, e logo dizem que mandou fechar um canal da oposição (aliás canal de “lixo”, como muitos observadores independentes manifestaram).
Propõe a retirada do limite de mandatos, tema perfeitamente discutível em qualquer democracia e aliás que aqui também já se polemizou relativamente às autárquicas, mas logo dizem que quer passar uma lei para se perpetuar no Governo até aos 75 anos, esquecendo-se de acrescentar a verdade: “se os venezuelanos quiserem”.
Perde o referendo dessa proposta, aceita pacificamente a derrota e cumprimenta os adversários, como é natural em qualquer democracia, logo dizem que o “ditador” perdeu, mas qual “ditador” ? Deve ser aquele "ditador" parecido com o "fascista" do Aznar.
O Público aliás na edição de hoje assegurava a vitória de Chavez e insinuava batota eleitoral.
Também irrita tanta má vontade.
Não renovou um contrato de concessão de TV que chegou ao seu termo, nos termos de um direito que qualquer democracia tem, incluindo a nossa, e logo dizem que mandou fechar um canal da oposição (aliás canal de “lixo”, como muitos observadores independentes manifestaram).
Propõe a retirada do limite de mandatos, tema perfeitamente discutível em qualquer democracia e aliás que aqui também já se polemizou relativamente às autárquicas, mas logo dizem que quer passar uma lei para se perpetuar no Governo até aos 75 anos, esquecendo-se de acrescentar a verdade: “se os venezuelanos quiserem”.
Perde o referendo dessa proposta, aceita pacificamente a derrota e cumprimenta os adversários, como é natural em qualquer democracia, logo dizem que o “ditador” perdeu, mas qual “ditador” ? Deve ser aquele "ditador" parecido com o "fascista" do Aznar.
O Público aliás na edição de hoje assegurava a vitória de Chavez e insinuava batota eleitoral.
Também irrita tanta má vontade.
2007-11-28
Mas onde é que eu já vi isto ?
“Depressa fiquei com a sensação de que ele, tal como o recordava, estava a penetrar em toda a parte, a infectar com a sua presença a maneira de pensar e a vida quotidiana de todas as pessoas, de tal forma que a sua mediocridade, o seu tédio, os hábitos cinzentos se tornavam a própria vida do meu país. E finalmente a lei por ele estabelecida – a implacável força da maioria, o incessante sacrifício ao ídolo da maioria – perdeu todo o significado sociológico, pois a maioria era ele.”
Vladimir Nabokov “Tiranos derrubados” in Contos completos
Vladimir Nabokov “Tiranos derrubados” in Contos completos
2007-11-21
Uma tarde no parque
Voltei ao parque infantil do Alvito, com os meus netos, 50 anos depois de lá ter estado eu próprio, várias vezes, de bibe e pião.
Trepar por umas gaiolas de ferro, que já não existem (certamente a UE deu-se conta de que elas matavam e baniu-as), era a minha brincadeira favorita, agora é o “barco dos piratas”, em madeira e cordas, que mais atrai as crianças.
Na popa do “barco dos piratas”, com vento de feição, viajava eu enquanto Pedro corria de uma ponta a outra do “barco”; “é ágil o meu neto”, pensava, quando senti o telemóvel vibrar-me no bolso. Quem seria àquela hora ?
Era o Adriano, meu filho e companheiro de blogue, onde já não escreve porque perdeu a “password”, e que me diz assim:
- Pai, ouve esta quadra !
A ligação estava péssima.
- Que quadra?
- Está no livro do Luiz Pacheco.
- É uma quadra do Luiz Pacheco ?
- Não, vem citada no livro dele mas é do Fernando Pessoa, ouve só
Pareceu-me ouvir o seguinte:
Sento-me frente a frente
E sei quem sou
Sou louco, obviamente
Mas que louco sou ?
Já procurei, em vão, se será mesmo de Fernando Pessoa e se será assim como a ouvi.
É que o meu filho acha que ela tem muito que ver comigo e eu, por acaso, também não deixo de achar.
Trepar por umas gaiolas de ferro, que já não existem (certamente a UE deu-se conta de que elas matavam e baniu-as), era a minha brincadeira favorita, agora é o “barco dos piratas”, em madeira e cordas, que mais atrai as crianças.
Na popa do “barco dos piratas”, com vento de feição, viajava eu enquanto Pedro corria de uma ponta a outra do “barco”; “é ágil o meu neto”, pensava, quando senti o telemóvel vibrar-me no bolso. Quem seria àquela hora ?
Era o Adriano, meu filho e companheiro de blogue, onde já não escreve porque perdeu a “password”, e que me diz assim:
- Pai, ouve esta quadra !
A ligação estava péssima.
- Que quadra?
- Está no livro do Luiz Pacheco.
- É uma quadra do Luiz Pacheco ?
- Não, vem citada no livro dele mas é do Fernando Pessoa, ouve só
Pareceu-me ouvir o seguinte:
Sento-me frente a frente
E sei quem sou
Sou louco, obviamente
Mas que louco sou ?
Já procurei, em vão, se será mesmo de Fernando Pessoa e se será assim como a ouvi.
É que o meu filho acha que ela tem muito que ver comigo e eu, por acaso, também não deixo de achar.
2007-11-19
2007-11-16
O Desbaste pelo alto, sempre ele
No Ministério da agricultura há pouquíssimos Directores Gerais dignos dessa função.
Digo pouquíssimos para não dizer 2 porque há um ou outro que não conheço e não quero cometer uma injustiça.
Hoje passou a haver pouquíssimos menos 1.
Parece que o Sr. Director Geral das Florestas não tinha a confiança do Sr. Ministro.
Presumo que confiará nos outros !
Digo pouquíssimos para não dizer 2 porque há um ou outro que não conheço e não quero cometer uma injustiça.
Hoje passou a haver pouquíssimos menos 1.
Parece que o Sr. Director Geral das Florestas não tinha a confiança do Sr. Ministro.
Presumo que confiará nos outros !
É minha intenção
Restringir o acesso a este blogue.
Só a minha falta de domínio informático e de HTML me tem travado mas eu vou lá chegar um dia, faço assim:
Ao acederem à página vão encontrar a seguinte mensagem:
Este blogue pode fazer mal a espíritos menos esclarecidos.
Para sua protecção e para que não perca o seu precioso tempo inutilmente peço-lhe que opte por uma das 5 respostas às seguintes 3 questões.
Se as suas respostas não coincidirem com as que nós entendemos como correctas a leitura deste blogue não lhe trará nenhum benefício, por favor regresse ao seu trabalho para merecer o salário que ganha.
As questões colocadas serão as seguintes:
A palavra Kafka associa-a a quê ?
1. Jogador do Bayern de Munich que marcou, com um pontapé de bicicleta um golo imortal que deu a este clube o título de Campeão Europeu de 1984.
2. Cientista sueco, prémio Nobel da medicina em 1942 que descobriu os mecanismos de propagação da herpes.
3, Escritor checo-eslovaco do século XX que escreveu entre outras obras os seguintes romances: “O processo” e “A metamorfose”.
4. Nada disto.
5. Tudo isto.
Unabomber será ?
1. Nome dado pelos americanos à bomba atómica lançada sobre Hiroshima no final da segunda Guerra Mundial. ?
2. Uma conhecida marca de bombas para encher pneus de bicicleta. ?
3. O nome porque ficou conhecido Theodor Kaczinski depois de matar 3 pessoas e tentar matar diversas outras através de dispositivos explosivos enviados pelo correio, a fim de denunciar e chamar a atenção pública para o que Almada Negreiros chamou, entre muitos outros, a “intrujice da civilização” ?
4. Nome porque ficou conhecida Linda Bart após ganhar o título de Miss Universo em 1987 ?
5. Uma marca de comida para bebés altamente saudável e energética ?
Osama Bin Laden é:
1. Uma expressão hebraica que significa “Os cães ladram mas a caravana passa” ?
2. Uma expressão árabe significando “Nem tudo o que luz é ouro” ?
3. Juramento maçónico, utilizado na Grande Loja do Oriente Lusitano ?
4. Fundador da “AL Qaeda” ?
5. Aventureiro, originário da Arábia Saudita, que colaborou com a CIA na libertação da ocupação soviética do Afeganistão.
Vão-se pois treinando
Só a minha falta de domínio informático e de HTML me tem travado mas eu vou lá chegar um dia, faço assim:
Ao acederem à página vão encontrar a seguinte mensagem:
Este blogue pode fazer mal a espíritos menos esclarecidos.
Para sua protecção e para que não perca o seu precioso tempo inutilmente peço-lhe que opte por uma das 5 respostas às seguintes 3 questões.
Se as suas respostas não coincidirem com as que nós entendemos como correctas a leitura deste blogue não lhe trará nenhum benefício, por favor regresse ao seu trabalho para merecer o salário que ganha.
As questões colocadas serão as seguintes:
A palavra Kafka associa-a a quê ?
1. Jogador do Bayern de Munich que marcou, com um pontapé de bicicleta um golo imortal que deu a este clube o título de Campeão Europeu de 1984.
2. Cientista sueco, prémio Nobel da medicina em 1942 que descobriu os mecanismos de propagação da herpes.
3, Escritor checo-eslovaco do século XX que escreveu entre outras obras os seguintes romances: “O processo” e “A metamorfose”.
4. Nada disto.
5. Tudo isto.
Unabomber será ?
1. Nome dado pelos americanos à bomba atómica lançada sobre Hiroshima no final da segunda Guerra Mundial. ?
2. Uma conhecida marca de bombas para encher pneus de bicicleta. ?
3. O nome porque ficou conhecido Theodor Kaczinski depois de matar 3 pessoas e tentar matar diversas outras através de dispositivos explosivos enviados pelo correio, a fim de denunciar e chamar a atenção pública para o que Almada Negreiros chamou, entre muitos outros, a “intrujice da civilização” ?
4. Nome porque ficou conhecida Linda Bart após ganhar o título de Miss Universo em 1987 ?
5. Uma marca de comida para bebés altamente saudável e energética ?
Osama Bin Laden é:
1. Uma expressão hebraica que significa “Os cães ladram mas a caravana passa” ?
2. Uma expressão árabe significando “Nem tudo o que luz é ouro” ?
3. Juramento maçónico, utilizado na Grande Loja do Oriente Lusitano ?
4. Fundador da “AL Qaeda” ?
5. Aventureiro, originário da Arábia Saudita, que colaborou com a CIA na libertação da ocupação soviética do Afeganistão.
Vão-se pois treinando
2007-11-15
Os fantasmas da história
O que me surpreende (ou não se pensarmos bem sobre o assunto) é que não obstante o mundo globalizado, o estonteante desenvolvimento tecnológico, as dicas e as tricas de cada dia que absorvem a nossa atenção e movem as nossas paixões, há um lastro de história, de cultura, de qualquer coisa, que se mantem presente, contamina a nossa racionalidade (ou dá-nos uma mais ampla racionalidade) e continua a condicionar as nossas opções e comportamentos mais simples.
Vi isto no Quebeque:
- « S`il vous plait, on va parler en français »
Vi isto na Bélgica flamenga:
- “I can speak French but please let’s talk in English”
Vi isto na Polónia, na Silésia, que até há poucas dezenas de anos era Alemã, vi-o no sorriso artificial dos empregados de hotel polacos para os hóspedes alemães que se transformava num temporário esgar depreciativo quando se voltavam para nós (não alemães) e comentavam “niemęc” (alemão) esboçando então um sorriso genuíno.
Vi isto na Hungria numa manifestação anti-judeus, que, segundo os organizadores, estão paulatinamente a recuperar o seu poder perdido na Hungria e vi também, por exemplo num mapa em pedra numa pequena aldeia húngara onde se desenhava a Hungria que somos, incluindo a vasta Tasmânia (hoje Romena) e outras áreas em mãos estrangeiras e, a Hungria que nos obrigam a ser com os limites oficiais actuais.
Vi isto em Israel onde parece que Moisés ainda os está guiando para a terra prometida.
Vi isto no meu amigo Bernard Ehrwein, francês de origem alsaciana que me dizia:
- Não suporto quando tiram o H ao meu nome.
E em Portugal, apesar dos seus 900 anos de fronteiras estáveis, vejo como chegou até nós o eco da humilhação nacional do mapa cor-de-rosa e mais recentemente, onde eu estive também, no espantoso grito por Timor que o mundo ouviu e respeitou.
O nosso Império foi construído sobre um monte de ignomínia, dizia lucidamente Eça de Queiroz mas a verdade é que foi o nosso império, feito por nós e é isso que conta.
E é assim que eu vejo o recente episódio do “Por qué no te callas” do Rei de Espanha:
Para a maioria dos espanhóis e dos portugueses, porque nisto somos irmãos do espanhóis, foi a resposta à altura dum grande da Europa, a um arrogante, malcriado e balofo índio mascarado de Presidente mas a quem falta a patine, muita corte e muito chá.
Para os muitos Venzuelanos afectos a Chavez (e deste nome Chavez e da língua que fala já não se liberta) foi mais uma prova da intolerável arrogância dos ex‑conquistadores, dos ex‑patrões para um valoroso Índio que tenta redimir a sua terra mãe de todas as humilhações passadas.
Não parece mas têm todos razão, as idiossincrasias é que são diferentes ! e ainda bem.
Vi isto no Quebeque:
- « S`il vous plait, on va parler en français »
Vi isto na Bélgica flamenga:
- “I can speak French but please let’s talk in English”
Vi isto na Polónia, na Silésia, que até há poucas dezenas de anos era Alemã, vi-o no sorriso artificial dos empregados de hotel polacos para os hóspedes alemães que se transformava num temporário esgar depreciativo quando se voltavam para nós (não alemães) e comentavam “niemęc” (alemão) esboçando então um sorriso genuíno.
Vi isto na Hungria numa manifestação anti-judeus, que, segundo os organizadores, estão paulatinamente a recuperar o seu poder perdido na Hungria e vi também, por exemplo num mapa em pedra numa pequena aldeia húngara onde se desenhava a Hungria que somos, incluindo a vasta Tasmânia (hoje Romena) e outras áreas em mãos estrangeiras e, a Hungria que nos obrigam a ser com os limites oficiais actuais.
Vi isto em Israel onde parece que Moisés ainda os está guiando para a terra prometida.
Vi isto no meu amigo Bernard Ehrwein, francês de origem alsaciana que me dizia:
- Não suporto quando tiram o H ao meu nome.
E em Portugal, apesar dos seus 900 anos de fronteiras estáveis, vejo como chegou até nós o eco da humilhação nacional do mapa cor-de-rosa e mais recentemente, onde eu estive também, no espantoso grito por Timor que o mundo ouviu e respeitou.
O nosso Império foi construído sobre um monte de ignomínia, dizia lucidamente Eça de Queiroz mas a verdade é que foi o nosso império, feito por nós e é isso que conta.
E é assim que eu vejo o recente episódio do “Por qué no te callas” do Rei de Espanha:
Para a maioria dos espanhóis e dos portugueses, porque nisto somos irmãos do espanhóis, foi a resposta à altura dum grande da Europa, a um arrogante, malcriado e balofo índio mascarado de Presidente mas a quem falta a patine, muita corte e muito chá.
Para os muitos Venzuelanos afectos a Chavez (e deste nome Chavez e da língua que fala já não se liberta) foi mais uma prova da intolerável arrogância dos ex‑conquistadores, dos ex‑patrões para um valoroso Índio que tenta redimir a sua terra mãe de todas as humilhações passadas.
Não parece mas têm todos razão, as idiossincrasias é que são diferentes ! e ainda bem.
2007-11-10
Morreu um homem lúcido
Há quem diga que eu não gosto de americanos, não é verdade, do que não gosto é da América e do que ela hoje significa. Dos americanos apenas lastimo esse seu “handicap” natural que torna mais difícil o seu crescimento.
Manter a lucidez sendo nado e criado nos EUA é um facto notável, Norman Mailer, que hoje morreu, pertencia a essa categoria escassa embora também, felizmente, inesgotável.
Manter a lucidez sendo nado e criado nos EUA é um facto notável, Norman Mailer, que hoje morreu, pertencia a essa categoria escassa embora também, felizmente, inesgotável.
Dilema
Hoje, durante o almoço, conversávamos sobre aquela agressão violenta e absurda de um jovem a uma, ainda mais jovem, passageira de um metro que há alguns dias se passou.
Foi em Espanha mas com a ajuda dos vídeos de vigilância e a multiplicação pelos media passou-se de facto em todo o lado onde foi notícia.
Do que falávamos, foi da passividade dos outros passageiros, que assistiram a tudo “in loco” sem que tenham tido um gesto para neutralizar o acto bárbaro como vai sendo corrente em situações similares.
Está alguma coisa podre no reino da Dinamarca, sem dúvida, o que será isto ? esta total insensibilidade ? esta ausência de sentido de justiça e de solidariedade ?
Será que por qualquer acaso se juntaram naquele dia, naquele momento, naquela carruagem do metro, uma série de homens e mulheres, todos, sem o mínimo caracter ?
Foi essa a conclusão que aparentemente extraímos dos factos durante o almoço.
Mais tarde tornou-se-me evidente que não, a razão tem que ser forçosamente outra.
Pensei mesmo no que faria eu se lá estivesse e sinceramente não sei o que faria, actuaria talvez ou talvez desculpasse a minha inércia fazendo-me pensar que acto tão insólito poderia ser qualquer iniciativa do espectáculo, qualquer “apanhados” enfim qualquer situação que não me dizia respeito e onde não teria o direito de intervir.
Era uma realidade feia de mais e este mundo aliena-nos tanto !
Foi em Espanha mas com a ajuda dos vídeos de vigilância e a multiplicação pelos media passou-se de facto em todo o lado onde foi notícia.
Do que falávamos, foi da passividade dos outros passageiros, que assistiram a tudo “in loco” sem que tenham tido um gesto para neutralizar o acto bárbaro como vai sendo corrente em situações similares.
Está alguma coisa podre no reino da Dinamarca, sem dúvida, o que será isto ? esta total insensibilidade ? esta ausência de sentido de justiça e de solidariedade ?
Será que por qualquer acaso se juntaram naquele dia, naquele momento, naquela carruagem do metro, uma série de homens e mulheres, todos, sem o mínimo caracter ?
Foi essa a conclusão que aparentemente extraímos dos factos durante o almoço.
Mais tarde tornou-se-me evidente que não, a razão tem que ser forçosamente outra.
Pensei mesmo no que faria eu se lá estivesse e sinceramente não sei o que faria, actuaria talvez ou talvez desculpasse a minha inércia fazendo-me pensar que acto tão insólito poderia ser qualquer iniciativa do espectáculo, qualquer “apanhados” enfim qualquer situação que não me dizia respeito e onde não teria o direito de intervir.
Era uma realidade feia de mais e este mundo aliena-nos tanto !
2007-11-04
2 histórias (reais ?)
História 1 – A Mãe Assassina
Na Madeira, há uma rapariga, egoísta, preguiçosa, que não quer trabalhar mas apenas cuida do seu prazer.
A sua vida dissoluta e a sua irresponsabilidade, (a pílula, toda a gente conhece) deu-lhe uma filha que não podia cuidar.
Ela, espertalhona, bem tentou sacar subsídios e apoios do Estado, que vendo bem a sua irresponsabilidade e muito bem, lhe recusou tudo, sem descurar todavia o problema da menina.
Ela (a mãe), que se lixasse, que continuasse o seu caminho para a perdição ou então que trabalhasse porque tinha um bom corpinho, assim ela o quisesse, mas a pobre menina teria que ser poupada aos maus tratos dessa mãe irresponsável, seria acudida pela sociedade numa instituição.
Incrivelmente a valdevina, raivosa foi à instituição e, sobre o pretexto de lhe dar uma laranjada, envenenou cruelmente a sua própria filha, que morreu, assassinada pela própria mãe (se é que se pode dar esse nome a esta criminosa).
Vendo que não tinha saída com a justiça, nem com a sua vida, em boa hora a mãe bebeu também do mesmo veneno e só não morreu (porque todos os diabos têm sorte) ou porque a sociedade a acudiu prontamente, mas há-de pagá-las mais tarde, se Deus quiser.
História 2 – A Desamparada
Na Madeira, ao Deus dará, vivia uma menina que, como todo o ser humano, lutava pela vida.
Todas as portas se lhe fechavam, e o único bálsamo para a sua vida só o encontrava entre os amigos e companheiros de infortúnio, até que um dia nasceu-lhe uma criança.
Então sentiu que nesse bebé estaria o seu tesouro, e todo o sentido para a sua vida.
Pediu ajuda, sabia que a sociedade podia ajudar em situações como esta, até tinha uma filha para criar (não há até o rendimento mínimo ou lá o que é ?) mas não, não era para ela, afinal era só para outros.
Não podia sobreviver nem dar à sua filha o futuro que merecia, diferente do dela.
Incrivelmente, a única resposta da sociedade foi tirar-lhe a criança, a sua própria vida.
Desesperada, sentindo que já nada fazia sentido, tomou a única decisão possível:
- Se a vida não nos quer, saímos nós !
Dirigiu-se à instituição onde estava a sua filha e ambas partilharam uma laranjada envenenada.
A sua filha morreu logo, ela, infelizmente, sobreviveu, até aí falhou !
Estas histórias, misturadas, ouvia-as na comunicação social, a história verdadeira, receio bem que nunca a saberemos.
Na Madeira, há uma rapariga, egoísta, preguiçosa, que não quer trabalhar mas apenas cuida do seu prazer.
A sua vida dissoluta e a sua irresponsabilidade, (a pílula, toda a gente conhece) deu-lhe uma filha que não podia cuidar.
Ela, espertalhona, bem tentou sacar subsídios e apoios do Estado, que vendo bem a sua irresponsabilidade e muito bem, lhe recusou tudo, sem descurar todavia o problema da menina.
Ela (a mãe), que se lixasse, que continuasse o seu caminho para a perdição ou então que trabalhasse porque tinha um bom corpinho, assim ela o quisesse, mas a pobre menina teria que ser poupada aos maus tratos dessa mãe irresponsável, seria acudida pela sociedade numa instituição.
Incrivelmente a valdevina, raivosa foi à instituição e, sobre o pretexto de lhe dar uma laranjada, envenenou cruelmente a sua própria filha, que morreu, assassinada pela própria mãe (se é que se pode dar esse nome a esta criminosa).
Vendo que não tinha saída com a justiça, nem com a sua vida, em boa hora a mãe bebeu também do mesmo veneno e só não morreu (porque todos os diabos têm sorte) ou porque a sociedade a acudiu prontamente, mas há-de pagá-las mais tarde, se Deus quiser.
História 2 – A Desamparada
Na Madeira, ao Deus dará, vivia uma menina que, como todo o ser humano, lutava pela vida.
Todas as portas se lhe fechavam, e o único bálsamo para a sua vida só o encontrava entre os amigos e companheiros de infortúnio, até que um dia nasceu-lhe uma criança.
Então sentiu que nesse bebé estaria o seu tesouro, e todo o sentido para a sua vida.
Pediu ajuda, sabia que a sociedade podia ajudar em situações como esta, até tinha uma filha para criar (não há até o rendimento mínimo ou lá o que é ?) mas não, não era para ela, afinal era só para outros.
Não podia sobreviver nem dar à sua filha o futuro que merecia, diferente do dela.
Incrivelmente, a única resposta da sociedade foi tirar-lhe a criança, a sua própria vida.
Desesperada, sentindo que já nada fazia sentido, tomou a única decisão possível:
- Se a vida não nos quer, saímos nós !
Dirigiu-se à instituição onde estava a sua filha e ambas partilharam uma laranjada envenenada.
A sua filha morreu logo, ela, infelizmente, sobreviveu, até aí falhou !
Estas histórias, misturadas, ouvia-as na comunicação social, a história verdadeira, receio bem que nunca a saberemos.
Referendo
A participação, por vezes, permite melhorar a qualidade das decisões a tomar mas pode ter também uma função na legitimação das decisões tomadas.
Digamos que há uma razão honesta para apelar para um referendo mas também uma razão manipulativa.
É exclusivamente esta versão interesseira que tem guiado os “opinion makers” no debate sobre a oportunidade do referendo ao tratado Europeu.
Até ao momento não vi ninguém, mesmo ninguém, que demostrasse uma genuína vontade em conhecer o que pensam realmente os portugueses sobre o assunto.
Assim não preciso de referendo nenhum.
Digamos que há uma razão honesta para apelar para um referendo mas também uma razão manipulativa.
É exclusivamente esta versão interesseira que tem guiado os “opinion makers” no debate sobre a oportunidade do referendo ao tratado Europeu.
Até ao momento não vi ninguém, mesmo ninguém, que demostrasse uma genuína vontade em conhecer o que pensam realmente os portugueses sobre o assunto.
Assim não preciso de referendo nenhum.
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