Ouvi Sócrates dizer que não aceita lições de democracia.
Com esta atitude penso que nunca aprenderá nada !
2007-07-23
Durante as minhas férias 1
O Quarteto
Reuniu em Lisboa o quarteto para a paz no Médio Oriente.
Vi-os jantando e também falando numa conferência de imprensa.
Irradiavam paz, sem dúvida, querem que Israel e a Palestina vivam em paz, lado a lado, cada um com o seu Estado, feliz e viável.
Lá estavam a Condoleesa, o Blair, o Sócrates, anfitrião, e outros notáveis. Blair, aliás, é a nova estrela do quarteto.
Com esta gente a paz vai chegar rápidamente à Palestina.
A um quarteto tão feliz e pacífico, quem poderá ficar indiferente ?
Reuniu em Lisboa o quarteto para a paz no Médio Oriente.
Vi-os jantando e também falando numa conferência de imprensa.
Irradiavam paz, sem dúvida, querem que Israel e a Palestina vivam em paz, lado a lado, cada um com o seu Estado, feliz e viável.
Lá estavam a Condoleesa, o Blair, o Sócrates, anfitrião, e outros notáveis. Blair, aliás, é a nova estrela do quarteto.
Com esta gente a paz vai chegar rápidamente à Palestina.
A um quarteto tão feliz e pacífico, quem poderá ficar indiferente ?
2007-07-15
Quem ganhou as eleições ?
Vi em todas os canais:
Foi o Dra. Maria José Abstenção e com maioria absoluta.
Confesso que não prestei atenção a todos os candidatos, eles eram tantos, mas ouvi logo a novidade, desde as sondagens à boca da urna, foi a Abstenção, foi a Abstenção!
Quem será a Abstenção ? perguntei-me eu.
Fui investigar.
É Dra, porque este é um país de Doutores mas parece que também tem umas cadeiras de engenharia e, como se adivinha, chama-se Maria José, para ser chamada Zé como é devido, deve ser a tal Zé que faz falta.
Eu que trabalho diariamente em Lisboa, uso as suas infra-estruturas de transporte e piso as suas ruas mas que não posso votar em Lisboa, desejo à Dra. Zé Abstenção as maiores felicidades e sigo para férias na praia mais animado.
Foi o Dra. Maria José Abstenção e com maioria absoluta.
Confesso que não prestei atenção a todos os candidatos, eles eram tantos, mas ouvi logo a novidade, desde as sondagens à boca da urna, foi a Abstenção, foi a Abstenção!
Quem será a Abstenção ? perguntei-me eu.
Fui investigar.
É Dra, porque este é um país de Doutores mas parece que também tem umas cadeiras de engenharia e, como se adivinha, chama-se Maria José, para ser chamada Zé como é devido, deve ser a tal Zé que faz falta.
Eu que trabalho diariamente em Lisboa, uso as suas infra-estruturas de transporte e piso as suas ruas mas que não posso votar em Lisboa, desejo à Dra. Zé Abstenção as maiores felicidades e sigo para férias na praia mais animado.
2007-07-13
A festa dos tabuleiros em Tomar
A SIC, em boa hora, tem dedicado, em horário nobre, uma série de reportagens a essa festa que se repete de 4 em 4 anos em Tomar e onde eu infelizmente nunca estive.
Hoje, o centro da preocupação e do espanto da “reporter” era o facto dos pesados tabuleiros serem, tradicionalmente, carregados por mulheres.
De facto hoje há um quase total desconhecimento de muita sabedoria ancestral de base rural, naturalmente.
Muitos transmontanos idosos, ainda conhecem a antiga expressão “peso de mulher”.
Não julguem os meus visitantes que “peso de mulher” se referia a um peso leve, mais apropriado para o sexo fraco, nada disso, a expressão “peso de mulher” era dedicado precisamente a peças, transportáveis mas muito pesadas, peças que só se podiam transportar à cabeça e só as mulheres sabem transportar à cabeça.
Porquê ? não sei, só sei que nunca se vê um homem levar coisas à cabeça (aliás hoje quase já se não vê ninguém) mas mulheres sim, haverá quem se lembre das varinas e das suas canastras ?
A física explica o facto de um grande peso se suportar melhor sobre a cabeça desde que se tenha uma postura recta, de cabeça levantada, olhando para diante.
Porque só as mulheres conseguem essa postura é que não sei se será por razões anatómicas ou culturais, mas é assim, sempre foi assim.
Via-se aliás na reportagem, nas entrevistas feitas, o orgulho daquelas jovens por estarem à altura daquela missão, por ainda hoje serem capazes de transportar dignamente um “peso de mulher”.
Hoje, o centro da preocupação e do espanto da “reporter” era o facto dos pesados tabuleiros serem, tradicionalmente, carregados por mulheres.
De facto hoje há um quase total desconhecimento de muita sabedoria ancestral de base rural, naturalmente.
Muitos transmontanos idosos, ainda conhecem a antiga expressão “peso de mulher”.
Não julguem os meus visitantes que “peso de mulher” se referia a um peso leve, mais apropriado para o sexo fraco, nada disso, a expressão “peso de mulher” era dedicado precisamente a peças, transportáveis mas muito pesadas, peças que só se podiam transportar à cabeça e só as mulheres sabem transportar à cabeça.
Porquê ? não sei, só sei que nunca se vê um homem levar coisas à cabeça (aliás hoje quase já se não vê ninguém) mas mulheres sim, haverá quem se lembre das varinas e das suas canastras ?
A física explica o facto de um grande peso se suportar melhor sobre a cabeça desde que se tenha uma postura recta, de cabeça levantada, olhando para diante.
Porque só as mulheres conseguem essa postura é que não sei se será por razões anatómicas ou culturais, mas é assim, sempre foi assim.
Via-se aliás na reportagem, nas entrevistas feitas, o orgulho daquelas jovens por estarem à altura daquela missão, por ainda hoje serem capazes de transportar dignamente um “peso de mulher”.
2007-07-11
A Natalidade em Portugal está a cair vertiginosamente
É a própria estratégia civilizacional que conduz à alienação do ser humano da sua condição natural.
A mulher moderna, dinâmica, executiva, civilizada que nos apresentam como modelo, é obrigada a adiar, cada vez mais, o seu papel de mãe, para que se aliste no exército da produção.
É o que as estatísticas dizem e o simples bom senso permitiria ver.
Para algumas mulheres, ser mãe ou sobreviver, é o dilema que enfrentam diariamente.
A comunicação social alarma-se, nasceram menos 4000 portugueses este ano !
Alguns néscios culpam a lei do aborto: “queremos bebés ou o “stock” de bebés/mercadoria vai extinguir-se em breve, que se lixem as mulheres”
Outros dizem não, “salvem-se os direitos da mulher/mercadoria, que já está formada e a produzir além disso o próprio aborto ainda nos vai dar chorudos lucros, que se lixem os bebés.”
A civilização vê entretida este debate, preocupa-se antes com o CO2 que vai emitindo para a atmosfera para que a desgraça não nos caia do céu, olha para as nuvens, e dá calmamente mais uns passos para o abismo !
È evidente que isto são só devaneios meus, “no passa nada”, está tudo bem !
A mulher moderna, dinâmica, executiva, civilizada que nos apresentam como modelo, é obrigada a adiar, cada vez mais, o seu papel de mãe, para que se aliste no exército da produção.
É o que as estatísticas dizem e o simples bom senso permitiria ver.
Para algumas mulheres, ser mãe ou sobreviver, é o dilema que enfrentam diariamente.
A comunicação social alarma-se, nasceram menos 4000 portugueses este ano !
Alguns néscios culpam a lei do aborto: “queremos bebés ou o “stock” de bebés/mercadoria vai extinguir-se em breve, que se lixem as mulheres”
Outros dizem não, “salvem-se os direitos da mulher/mercadoria, que já está formada e a produzir além disso o próprio aborto ainda nos vai dar chorudos lucros, que se lixem os bebés.”
A civilização vê entretida este debate, preocupa-se antes com o CO2 que vai emitindo para a atmosfera para que a desgraça não nos caia do céu, olha para as nuvens, e dá calmamente mais uns passos para o abismo !
È evidente que isto são só devaneios meus, “no passa nada”, está tudo bem !
2007-07-04
O dilema humano
Para ler, pesando cada palavra e cada acento gráfico.
Toda a gente vivia entediada, metida à força no próprio tédio. Graças a Camus, aprendêramos que o homem é um estranho sobre a terra, ficou “entulhado” no seu monte de “sucata” e forçado a viver num mundo de que nunca será parte. Se tenta participar, vê-se perdido, “objectiva-se” e desintegra-se. E se o não fizer, permanece errado, porque desse modo negligenciará as responsabilidades que tem em relação a tudo quanto existe.
Extraído de Greil Marcus: “Marcas de baton - uma história secreta do século XX”
O texto é atribuído ao movimento “Letrista” e concretamente a Isidore Isou.
Toda a gente vivia entediada, metida à força no próprio tédio. Graças a Camus, aprendêramos que o homem é um estranho sobre a terra, ficou “entulhado” no seu monte de “sucata” e forçado a viver num mundo de que nunca será parte. Se tenta participar, vê-se perdido, “objectiva-se” e desintegra-se. E se o não fizer, permanece errado, porque desse modo negligenciará as responsabilidades que tem em relação a tudo quanto existe.
Extraído de Greil Marcus: “Marcas de baton - uma história secreta do século XX”
O texto é atribuído ao movimento “Letrista” e concretamente a Isidore Isou.
O que quererá isto dizer ?
“O Sr. Ministro da Saúde executa uma política correcta mas não tem sensibilidade social !”
Para quê a sensibilidade social numa política correcta ?
Como pode haver uma política correcta sem sensibilidade social ?
O que será uma política correcta ? a que serve quem ?
O que esta frase quer de facto dizer é que o Sr. Ministro foi inábil a enganar o povo !
Para quê a sensibilidade social numa política correcta ?
Como pode haver uma política correcta sem sensibilidade social ?
O que será uma política correcta ? a que serve quem ?
O que esta frase quer de facto dizer é que o Sr. Ministro foi inábil a enganar o povo !
2007-07-01
A forma e o conteúdo
“O que me chateia é a gente que está no “street racing” mas que não é do “street racing” dizia-se num “sketch” dos Gatos Fedorentos.
Curiosamente, o humor transmitido nesta frase simples exigiria uma maior elaboração se posta em francês ou em inglês ou em tantas outras línguas que não diferenciam “ser” de “estar”.
Todavia esta dicotomia é para nós fundamental, o “ser” como uma essência, como uma natureza perene, como um conteúdo ontológico em oposição ao “estar”, transitório, aparente que se modifica e se adapta como uma forma do ser.
Em todas as questões podemos descortinar o ser e o estar, a forma e o conteúdo, a aparência e a realidade.
Na sociedade espectacular em que nos movemos é a forma que prevalece; o conteúdo desvaloriza-se, por vezes nem existe de todo, mesmo nas formas mais brilhantes e atraentes.
O Governo e o aparelho do estado são um exemplo:
Vestem-se, comportam-se, vivem e falam como um governo mas não pensam nada, não querem nada para além da sua simples sobrevivência a não pensar nada e a não querer nada e a defender-se de outros que querem tomar a sua “forma” para serem nada também.
“All the world`s a stage, and all the men and women merely players; they have there exits and their entrances; and one man in is time plays many parts, ... ”.
Nem mais, velho Shakespeare, tu já sabias !
Curiosamente, o humor transmitido nesta frase simples exigiria uma maior elaboração se posta em francês ou em inglês ou em tantas outras línguas que não diferenciam “ser” de “estar”.
Todavia esta dicotomia é para nós fundamental, o “ser” como uma essência, como uma natureza perene, como um conteúdo ontológico em oposição ao “estar”, transitório, aparente que se modifica e se adapta como uma forma do ser.
Em todas as questões podemos descortinar o ser e o estar, a forma e o conteúdo, a aparência e a realidade.
Na sociedade espectacular em que nos movemos é a forma que prevalece; o conteúdo desvaloriza-se, por vezes nem existe de todo, mesmo nas formas mais brilhantes e atraentes.
O Governo e o aparelho do estado são um exemplo:
Vestem-se, comportam-se, vivem e falam como um governo mas não pensam nada, não querem nada para além da sua simples sobrevivência a não pensar nada e a não querer nada e a defender-se de outros que querem tomar a sua “forma” para serem nada também.
“All the world`s a stage, and all the men and women merely players; they have there exits and their entrances; and one man in is time plays many parts, ... ”.
Nem mais, velho Shakespeare, tu já sabias !
2007-06-29
2007-06-26
Assim vai o Prace
Da forma como segue a reestruturação do Ministério da Agricultura, parece que o Governo está a ponderar a mudança da sua designação para:
Comissão Liquidatária da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas.
Comissão Liquidatária da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas.
2007-06-25
A boçalidade
Llasa de Sela, filha de pai mexicano e mãe americana, salvo erro, dizia que não suportava a estupidez da classe média americana que considerava os mexicanos como gente burra rude e boçal apenas porque não sabiam falar inglês (a língua natural, no imaginário dessa gente).
Todavia essa estupidez não é exclusiva dos EUA, por cá também vou ouvindo classificar Joe Berardo como burro rude e boçal apenas porque não domina minimamente o português e por não ter tido uma educação formal.
Naturalmente, ele deve rir-se com os dentes de trás repetindo o dito popular “faz-te tolo mais “có qués” que um só tolo engana dez”.
Todavia essa estupidez não é exclusiva dos EUA, por cá também vou ouvindo classificar Joe Berardo como burro rude e boçal apenas porque não domina minimamente o português e por não ter tido uma educação formal.
Naturalmente, ele deve rir-se com os dentes de trás repetindo o dito popular “faz-te tolo mais “có qués” que um só tolo engana dez”.
2007-06-22
Eu escrevo para alguém
Referiu hoje Mia Couto na sua entrevista na RTP.
António Tabucchi também contou que um dia, quando ainda era estudante comprou um pequeno livro, em francês, com uma poesia com um nome estranho de um poeta que desconhecia completamente. Todavia, a leitura desse poema, durante uma breve viagem de comboio, mudou completamente a sua vida.
Chamava-se o poema “Bureau de Tabac” e o poeta era um tal Fernando Pessoa.
Ainda George Steinner diz ter descoberto assim, por acaso ?, Walter Benjamin.
Agostinho da Silva referia que não cobrava direitos de autor por razões metafísicas:
Não estava certo de ser ele próprio a escrever o que escrevia, talvez fosse alguém ou algo transcendente que lhe ditava essas linhas.
Também eu, por vezes sonho que daqui a vários anos, talvez alguém que vasculhe bits e bytes num velho “server” informático, venha a encontrar, com espanto, algumas linhas deste blogue e que essas linhas se transformem para ele numa revelação !
António Tabucchi também contou que um dia, quando ainda era estudante comprou um pequeno livro, em francês, com uma poesia com um nome estranho de um poeta que desconhecia completamente. Todavia, a leitura desse poema, durante uma breve viagem de comboio, mudou completamente a sua vida.
Chamava-se o poema “Bureau de Tabac” e o poeta era um tal Fernando Pessoa.
Ainda George Steinner diz ter descoberto assim, por acaso ?, Walter Benjamin.
Agostinho da Silva referia que não cobrava direitos de autor por razões metafísicas:
Não estava certo de ser ele próprio a escrever o que escrevia, talvez fosse alguém ou algo transcendente que lhe ditava essas linhas.
Também eu, por vezes sonho que daqui a vários anos, talvez alguém que vasculhe bits e bytes num velho “server” informático, venha a encontrar, com espanto, algumas linhas deste blogue e que essas linhas se transformem para ele numa revelação !
2007-06-20
Rollerball
Falo do filme, meio esquecido, de 1975, realizado por Norman Jewison e não do de 2002 que não vi nem me interessa ver.
Passa-se em 2018 num mundo onde já não há Estados e o controlo é exercido por Corporações, da energia, dos transportes, da alimentação etc.
O tema do filme passa-se em torno de um desporto de massas de então, o rollerball, onde as regras iam mudando de jogo para jogo segundo os interesses dessas Corporações, independentemente disso prejudicar e confundir os jogadores ou mesmo de pôr a sua vida em risco.
Lembrei-me do filme quando li o comunicado sobre o caso da professora com leucemia obrigada a dar aulas até quase ao dia da sua morte.
Diz o Governo que foi tudo legal, tudo de acordo com as regras.
Pudera, como no rollerball, também são eles que fazem as regras a seu bel-prazer !
Passa-se em 2018 num mundo onde já não há Estados e o controlo é exercido por Corporações, da energia, dos transportes, da alimentação etc.
O tema do filme passa-se em torno de um desporto de massas de então, o rollerball, onde as regras iam mudando de jogo para jogo segundo os interesses dessas Corporações, independentemente disso prejudicar e confundir os jogadores ou mesmo de pôr a sua vida em risco.
Lembrei-me do filme quando li o comunicado sobre o caso da professora com leucemia obrigada a dar aulas até quase ao dia da sua morte.
Diz o Governo que foi tudo legal, tudo de acordo com as regras.
Pudera, como no rollerball, também são eles que fazem as regras a seu bel-prazer !
2007-06-17
Ota ou Alcochete ?
Ao contrário da maior parte dos analistas que tenho ouvido, para mim, o novo aeroporto vai ser em Alcochete, o tempo se encarregará de me confirmar ou de me desmentir.
As minhas razões são estas:
A situação:
Há muitos anos que surgiram duas localizações sobre a mesa, Rio Frio e Ota, para saber as razões destas opções teríamos que recuar até ao antigo regime, as duas são péssimas aliás, mas como ninguém pensava a sério em fazer o aeroporto, os estudos sucederam-se até à exaustão mas as opções foram ficando as mesmas até ser escolhida a menos má das duas, a Ota.
Agora pretende-se fazer o aeroporto a sério e a inconveniência da Ota vem ao de cima. Todos dizem mal, mas o Governo não pode fazer mais nada, ou se agarra à posição tomada ou entra por um caminho infindável de estudos e mais estudos, e não faz aeroporto nenhum.
Para o Ministro Mário Lino o caso torna-se num ponto de honra e para Sócrates numa embrulhada.
A CIP, financiada por alguns empresários assustados com a forte possibilidade de ter que engolir o aeroporto na Ota, fazem um estudo sobre uma primeira hipótese minimamente aceitável, Alcochete.
Sócrates agradece com alívio a tábua de salvação e Mãrio Lino engole o sapo e vai tentando, como pode não deixar morrer a Ota.
Critérios técnicos:
Alcochete ganha aos pontos à Ota.
Critérios Económicos:
Alcochete ganha aos pontos à Ota.
Interesses obscuros:
Muitos analistas focalizam a sua atenção nos proprietários de terreno na Ota e agora também de Alcochete, mas uma coisa me parece certa aí não há interesses, há apenas interessezinhos.
Alguma valorização dos terrenos, expropriações super pagas a alguns, talvez haja tudo isso mas não deixam de ser pequenos ganhos.
Onde verdadeiramente está o Big Money é, como sempre, na apropriação privada de bens públicos, é na Portela, obviamente.
Quem vai ficar com a Portela, e em que condições é a isto que deveremos estar atentos.
Curiosamente o fim da Portela que é o mais difícil de sustentar, por todas as razões, é precisamente a questão que já não se discute.
Nem Portela mais um, nem Um mais Portela, a Portela nunca, a Portela vai acabar em prédios.
É isto que interessa ao Governo que terá algum encaixe financeiro e a alguém que terá um enormíssimo encaixe financeiro.
Para estes tanto faz Ota ou Alcochete ou outra coisa qualquer, só é preciso que acabe a Portela.
Conclusão:
Para o poder político aceitar Alcochete é pacífico, só Mário Lino perderá a face, mas aí Sócrates e Cavaco terão mais força.
Para o poder económico interessa Alcochete porque faz um mínimo de senso.
Para algum poder económico interessa-lhe apenas desviar as atenções para as disputas entre a Ota, Alcochete, Poceirão ou qualquer outra localização desde que se cale apenas qualquer hipótese que inclua a Portela.
Juntando assim o poder económico ao poder político quem vai ganhar é Alcochete.
A ver vamos.
As minhas razões são estas:
A situação:
Há muitos anos que surgiram duas localizações sobre a mesa, Rio Frio e Ota, para saber as razões destas opções teríamos que recuar até ao antigo regime, as duas são péssimas aliás, mas como ninguém pensava a sério em fazer o aeroporto, os estudos sucederam-se até à exaustão mas as opções foram ficando as mesmas até ser escolhida a menos má das duas, a Ota.
Agora pretende-se fazer o aeroporto a sério e a inconveniência da Ota vem ao de cima. Todos dizem mal, mas o Governo não pode fazer mais nada, ou se agarra à posição tomada ou entra por um caminho infindável de estudos e mais estudos, e não faz aeroporto nenhum.
Para o Ministro Mário Lino o caso torna-se num ponto de honra e para Sócrates numa embrulhada.
A CIP, financiada por alguns empresários assustados com a forte possibilidade de ter que engolir o aeroporto na Ota, fazem um estudo sobre uma primeira hipótese minimamente aceitável, Alcochete.
Sócrates agradece com alívio a tábua de salvação e Mãrio Lino engole o sapo e vai tentando, como pode não deixar morrer a Ota.
Critérios técnicos:
Alcochete ganha aos pontos à Ota.
Critérios Económicos:
Alcochete ganha aos pontos à Ota.
Interesses obscuros:
Muitos analistas focalizam a sua atenção nos proprietários de terreno na Ota e agora também de Alcochete, mas uma coisa me parece certa aí não há interesses, há apenas interessezinhos.
Alguma valorização dos terrenos, expropriações super pagas a alguns, talvez haja tudo isso mas não deixam de ser pequenos ganhos.
Onde verdadeiramente está o Big Money é, como sempre, na apropriação privada de bens públicos, é na Portela, obviamente.
Quem vai ficar com a Portela, e em que condições é a isto que deveremos estar atentos.
Curiosamente o fim da Portela que é o mais difícil de sustentar, por todas as razões, é precisamente a questão que já não se discute.
Nem Portela mais um, nem Um mais Portela, a Portela nunca, a Portela vai acabar em prédios.
É isto que interessa ao Governo que terá algum encaixe financeiro e a alguém que terá um enormíssimo encaixe financeiro.
Para estes tanto faz Ota ou Alcochete ou outra coisa qualquer, só é preciso que acabe a Portela.
Conclusão:
Para o poder político aceitar Alcochete é pacífico, só Mário Lino perderá a face, mas aí Sócrates e Cavaco terão mais força.
Para o poder económico interessa Alcochete porque faz um mínimo de senso.
Para algum poder económico interessa-lhe apenas desviar as atenções para as disputas entre a Ota, Alcochete, Poceirão ou qualquer outra localização desde que se cale apenas qualquer hipótese que inclua a Portela.
Juntando assim o poder económico ao poder político quem vai ganhar é Alcochete.
A ver vamos.
2007-06-16
Qualquer criança sabe
Mas com o tempo vamo-nos esquecendo:
Uma ferida, uma dor, alivia-se com um beijinho !
Uma ferida, uma dor, alivia-se com um beijinho !
2007-06-14
Hoje é o dia mundial do dador de sangue
Na tv perguntavam a uma especialista:
- Quem pode dar sangue ?
- Toda a gente que tenha saúde e leve uma vida saudável.
Respondeu prontamente a especialista.
Eu, que não levo uma vida saudável percebi logo que infelizmente não podia dar sangue mas qual não foi o meu espanto quando à pergunta directa:
- Os fumadores podem dar sangue ?
Ouvi esta resposta:
- Porque não ?
A especialista e a entrevistadora que certamente não são fumadoras, não sabem ainda mas eu já sei porque me estão a dizer constantemente nos maços de tabaco que compro.
Porque:
Fumar mata !
Fumar prejudica gravemente a minha saúde e a dos que me rodeiam !
Fumar bloqueia as artérias e provoca ataques cardíacos e enfartes !
Fumar pode prejudicar o esperma e reduz a fertilidade !
Fumar provoca o cancro pulmonar mortal !
Quem fuma tem que proteger as crianças e não as obrigar a respirar o seu fumo !
E muitas mais razões que dificilmente habilitam os fumadores a se enquadrarem num estilo de vida saudável! Isso já eu percebi muito bem.
Ainda bem que o Governo me avisa.
- Quem pode dar sangue ?
- Toda a gente que tenha saúde e leve uma vida saudável.
Respondeu prontamente a especialista.
Eu, que não levo uma vida saudável percebi logo que infelizmente não podia dar sangue mas qual não foi o meu espanto quando à pergunta directa:
- Os fumadores podem dar sangue ?
Ouvi esta resposta:
- Porque não ?
A especialista e a entrevistadora que certamente não são fumadoras, não sabem ainda mas eu já sei porque me estão a dizer constantemente nos maços de tabaco que compro.
Porque:
Fumar mata !
Fumar prejudica gravemente a minha saúde e a dos que me rodeiam !
Fumar bloqueia as artérias e provoca ataques cardíacos e enfartes !
Fumar pode prejudicar o esperma e reduz a fertilidade !
Fumar provoca o cancro pulmonar mortal !
Quem fuma tem que proteger as crianças e não as obrigar a respirar o seu fumo !
E muitas mais razões que dificilmente habilitam os fumadores a se enquadrarem num estilo de vida saudável! Isso já eu percebi muito bem.
Ainda bem que o Governo me avisa.
2007-06-13
Um novo problema
Se o aeroporto for para o campo de tiro de Alcochete para onde iremos nós atirar balas e mísseis ?
Para a Ota ?
Para a Portela ?
Aceitam-se sugestões.
Para a Ota ?
Para a Portela ?
Aceitam-se sugestões.
2007-06-11
Um argumento simples mas eloquente
Quando, há vários anos, passei cerca de um mês num Kibutz, tinha, na minha juventude de então, um imenso fascínio e curiosidade por essa utopia afinal realizada.
E o que lá vi foi um sistema aparentemente perfeito e feliz: não obstante não existir propriedade privada, toda a gente usufruía de mais bens materiais, de viagens, de lazer, do que no resto do mundo em volta, não era quando cada um queria, é certo, mas quando a comunidade democraticamente entendesse que havia condições para tal, mas essas condições surgiam facilmente num Kibutz rico e bem gerido.
Apenas uma questão me intrigava:
Estatisticamente a maioria dos jovens nados e criados num kibutz, que ao atingir a maioridade usufruíam de uma extensa viagem pelo mundo, precisamente para fazer uma opção em consciência, ao regressar decidiam precisamente não ficar !
Falo no pretérito porque desconheço totalmente se a realidade continua a ser a mesma hoje, mas naquela altura os kibutzim eram mantidos por um fluxo constante de aderentes de fora para dentro e constantemente “sangrados” de dentro para fora.
Foi conversando com um jovem dissidente que havia abandonado um kibutz que compreendi perfeitamente a questão:
Embora reconhecesse que agora a vida era mais difícil e que vivia materialmente pior justificou-se assim:
- Se você aguenta passar um dia e outro dia e um mês e um ano e vários anos, enfim toda a vida, a comer numa mesa e a conversar com a mesma cara à frente e a mesma cara no seu lado direito e a mesma cara no seu lado esquerdo, pode gostar dos kibutzim, eu não suportei isso.
Este simples argumento fez-me mudar totalmente toda a minha filosofia social.
Foi mais eficaz do que os milhares de páginas que tenho lido sobre o tema !
E o que lá vi foi um sistema aparentemente perfeito e feliz: não obstante não existir propriedade privada, toda a gente usufruía de mais bens materiais, de viagens, de lazer, do que no resto do mundo em volta, não era quando cada um queria, é certo, mas quando a comunidade democraticamente entendesse que havia condições para tal, mas essas condições surgiam facilmente num Kibutz rico e bem gerido.
Apenas uma questão me intrigava:
Estatisticamente a maioria dos jovens nados e criados num kibutz, que ao atingir a maioridade usufruíam de uma extensa viagem pelo mundo, precisamente para fazer uma opção em consciência, ao regressar decidiam precisamente não ficar !
Falo no pretérito porque desconheço totalmente se a realidade continua a ser a mesma hoje, mas naquela altura os kibutzim eram mantidos por um fluxo constante de aderentes de fora para dentro e constantemente “sangrados” de dentro para fora.
Foi conversando com um jovem dissidente que havia abandonado um kibutz que compreendi perfeitamente a questão:
Embora reconhecesse que agora a vida era mais difícil e que vivia materialmente pior justificou-se assim:
- Se você aguenta passar um dia e outro dia e um mês e um ano e vários anos, enfim toda a vida, a comer numa mesa e a conversar com a mesma cara à frente e a mesma cara no seu lado direito e a mesma cara no seu lado esquerdo, pode gostar dos kibutzim, eu não suportei isso.
Este simples argumento fez-me mudar totalmente toda a minha filosofia social.
Foi mais eficaz do que os milhares de páginas que tenho lido sobre o tema !
2007-06-09
Diferenças culturais
Para os ingleses parece muito estranho que os inspectores que investigam o desaparecimento de Madeleine tenham almoços de 2 horas.
Para mim, com a mesma irracionalidade, é estranho ver os pais de Madeleine correrem o mundo em jacto particular emprestado e gastando o dinheiro da enorme onda de solidariedade, penso que com efeitos contraproducentes para a investigação e para o presumível sofrimento a que estarão sujeitando a menina.
Para mim, com a mesma irracionalidade, é estranho ver os pais de Madeleine correrem o mundo em jacto particular emprestado e gastando o dinheiro da enorme onda de solidariedade, penso que com efeitos contraproducentes para a investigação e para o presumível sofrimento a que estarão sujeitando a menina.
2007-06-06
De regresso às lides
Depois de umas curtas férias sem “net”, sem notícias, deixo-vos um pouco do que ficou desses momentos: o belo poema, mataram a tuna, de Manuel da Fonseca que ainda há poucos dias ouvi recitar num momento mágico.
Mataram a Tuna
Nos domingos antigos do bibe e pião
saía a Tuna do Zé Jacinto
tangendo violas e bandolins
tocando a marcha Almadanim.
Abriam janelas meninas sorrindo
parava o comércio pelas portas
e os campaniços de vir à vila
tolhendo os passos escutando em grupo.
Moços da rua tinham pé leve
o burro da nora da Quinta Nova
espetava orelhas apreensivo
Manuel da Água punha gravata!
Tudo mexia como acordado
ao som da marcha Almadanim
cantando a marcha Almadanim.
Quem não sabia aquilo de cor?
A gente cantava assobiava aquilo de cor...
(só a Marianita se enganava
ai só a Marianita se enganava
e eu matava-me a ensinar)
que eu sabia de cor
inteirinha de cor
e para mim domingo não era domingo
era a marcha Almadanim!
Entretanto as senhoras não gostavam
faziam troça dizendo coisas
e os senhores também não gostavam
faziam má cara para a Tuna:
que era indecente aquela marcha
parecia até coisa de doidos:
não era música era raiva
aquela marcha Almadanim.
Mas José Jacinto não desistia.
Vinha domingo e a Tuna na rua
enchendo a rua enchendo as casas.
Voavam fitas coloridas
raspavam notas violentas
rasgava a Tuna o quebranto da vila
tangendo nas violas e bandolins
a heróica marcha Almadanim!
Meus companheiros antigos de bibe e pião
agora empregados no comércio
desenrolando fazenda medindo chita
agora sentados
dobrados nas secretárias do comércio
cabeças pendidas jovens-velhinhos
escrevendo no Deve e Haver somando somando
na vila quieta
sem vida
sem nada
mais que o sossego das falas brandas...
- onde estão os domingos amarelos verdes azuis encarnados
vibrantes tangidos bandolins fitas violas gritos
da heróica marcha Almadanim!
Ó meus amigos desgraçados
se a vida é curta e a morte infinita
despertemos e vamos
eia!
Vamos fazer qualquer coisa de louco e heróico
como era a Tuna do Zé Jacinto
tocando a marcha Almadanim!
Manuel da Fonseca
Este poema, eu diria a marcha Almadanim, deu-me a coragem necessária para as guerras que se avizinham.
Muitos especulam sobre esta marcha Almadanim, como seria esta marcha ? porquê Almadanim ?
O que mais me cativa a mim, todavia, são “os tempos antigos do bibe e pião”.
Que mundos de significação estão encerrados nesta imagem de Manuel da Fonseca !
Mataram a Tuna
Nos domingos antigos do bibe e pião
saía a Tuna do Zé Jacinto
tangendo violas e bandolins
tocando a marcha Almadanim.
Abriam janelas meninas sorrindo
parava o comércio pelas portas
e os campaniços de vir à vila
tolhendo os passos escutando em grupo.
Moços da rua tinham pé leve
o burro da nora da Quinta Nova
espetava orelhas apreensivo
Manuel da Água punha gravata!
Tudo mexia como acordado
ao som da marcha Almadanim
cantando a marcha Almadanim.
Quem não sabia aquilo de cor?
A gente cantava assobiava aquilo de cor...
(só a Marianita se enganava
ai só a Marianita se enganava
e eu matava-me a ensinar)
que eu sabia de cor
inteirinha de cor
e para mim domingo não era domingo
era a marcha Almadanim!
Entretanto as senhoras não gostavam
faziam troça dizendo coisas
e os senhores também não gostavam
faziam má cara para a Tuna:
que era indecente aquela marcha
parecia até coisa de doidos:
não era música era raiva
aquela marcha Almadanim.
Mas José Jacinto não desistia.
Vinha domingo e a Tuna na rua
enchendo a rua enchendo as casas.
Voavam fitas coloridas
raspavam notas violentas
rasgava a Tuna o quebranto da vila
tangendo nas violas e bandolins
a heróica marcha Almadanim!
Meus companheiros antigos de bibe e pião
agora empregados no comércio
desenrolando fazenda medindo chita
agora sentados
dobrados nas secretárias do comércio
cabeças pendidas jovens-velhinhos
escrevendo no Deve e Haver somando somando
na vila quieta
sem vida
sem nada
mais que o sossego das falas brandas...
- onde estão os domingos amarelos verdes azuis encarnados
vibrantes tangidos bandolins fitas violas gritos
da heróica marcha Almadanim!
Ó meus amigos desgraçados
se a vida é curta e a morte infinita
despertemos e vamos
eia!
Vamos fazer qualquer coisa de louco e heróico
como era a Tuna do Zé Jacinto
tocando a marcha Almadanim!
Manuel da Fonseca
Este poema, eu diria a marcha Almadanim, deu-me a coragem necessária para as guerras que se avizinham.
Muitos especulam sobre esta marcha Almadanim, como seria esta marcha ? porquê Almadanim ?
O que mais me cativa a mim, todavia, são “os tempos antigos do bibe e pião”.
Que mundos de significação estão encerrados nesta imagem de Manuel da Fonseca !
2007-05-31
Alguém está a ver uma miragem
Onde o Sr. Ministro Mário Lino vê um deserto, mesmo na zona restrita que apontou na margem Sul, o Sr. Ministro Jaime Silva vê uma cidade, tão urbana, que não aceita que aí se apliquem os apoios previstos do Fundo Europeu para o Desenvolvimento Rural o FEADER.
Um dos dois certamente se engana ou, na verdade, enganam-se os dois, como parece evidente.
Um dos dois certamente se engana ou, na verdade, enganam-se os dois, como parece evidente.
2007-05-29
2007-05-27
Ser o primeiro
Há um fascínio estranho dos homens e mulheres deste mundo por serem “os primeiros”.
O Gato Fedorento já caricaturou este fascínio relativamente ao polémico túnel do Marquês, o esforço e dedicação que tantos despenderam para ser os primeiros a fazer qualquer coisa: passar no túnel, tocar algum azulejo, mijar no túnel, eu sei lá !
Vi há pouco um programa sobre o mar, onde um professor exprimia a sua grande emoção por ter estado num submarino, a não sei quantos metros de profundidade e não sei aonde e por ter sido o primeiro a ter estado ali, tirando talvez o condutor do submarino que não conta, assim como o Sherpa que chegou primeiro ao pico do Himalaia com Hillary não contava, até alguém reparar.
Eu também partilho este fascínio da espécie, também gosto de ser o primeiro, só que tenho a consciência de que diariamente sou o primeiro em tantas coisas, em quase tudo, até fui o primeiro a escrever isto.
Ser o primeiro é tão banal que julgo que se deveria inventar o desejo de se ficar na 1437ª posição, porque não? é tão difícil !
Afinal é como ser o primeiro a estar na 1437ª posição.
O Gato Fedorento já caricaturou este fascínio relativamente ao polémico túnel do Marquês, o esforço e dedicação que tantos despenderam para ser os primeiros a fazer qualquer coisa: passar no túnel, tocar algum azulejo, mijar no túnel, eu sei lá !
Vi há pouco um programa sobre o mar, onde um professor exprimia a sua grande emoção por ter estado num submarino, a não sei quantos metros de profundidade e não sei aonde e por ter sido o primeiro a ter estado ali, tirando talvez o condutor do submarino que não conta, assim como o Sherpa que chegou primeiro ao pico do Himalaia com Hillary não contava, até alguém reparar.
Eu também partilho este fascínio da espécie, também gosto de ser o primeiro, só que tenho a consciência de que diariamente sou o primeiro em tantas coisas, em quase tudo, até fui o primeiro a escrever isto.
Ser o primeiro é tão banal que julgo que se deveria inventar o desejo de se ficar na 1437ª posição, porque não? é tão difícil !
Afinal é como ser o primeiro a estar na 1437ª posição.
2007-05-25
Os números e os nomes
O Sr. Ministro da Saúde num debate sobre o fecho das urgências (ou dos SAP, como ele dizia) referia, rindo-se do ridículo da situação, que num determinado SAP fechado só lá iam 4 utentes 4 por cada noite.
De facto manter instalações abertas, equipamento operacional, médicos e enfermeiros, a receber salário e horas extraordinárias para servir 4 utentes 4, parece irracional e a mim também me pareceu, na medida em que esses 4 utentes 4 não eram nem eu, nem algum dos meus filhos, nem um meu vizinho ou conhecido, eram 4 cidadãos quaisquer 4.
Assim esta desumanização, transformação em número das pessoas parece muito conveniente para o Governo quando se trata de estragar a vida de alguém.
Curiosamente, no caso das greves, para o Governo, não servem os números, há que humanizar, listar os nomes e expô-los na internet para que todos saibam , tem que se saber os nomes.
É assim que convém gerir o país e o mundo:
Todos somos números quando somos despedidos, abusados e prejudicados, mas já temos de ser nomes quando afrontamos o Governo, para este efeito já tem que haver transparência.
De facto manter instalações abertas, equipamento operacional, médicos e enfermeiros, a receber salário e horas extraordinárias para servir 4 utentes 4, parece irracional e a mim também me pareceu, na medida em que esses 4 utentes 4 não eram nem eu, nem algum dos meus filhos, nem um meu vizinho ou conhecido, eram 4 cidadãos quaisquer 4.
Assim esta desumanização, transformação em número das pessoas parece muito conveniente para o Governo quando se trata de estragar a vida de alguém.
Curiosamente, no caso das greves, para o Governo, não servem os números, há que humanizar, listar os nomes e expô-los na internet para que todos saibam , tem que se saber os nomes.
É assim que convém gerir o país e o mundo:
Todos somos números quando somos despedidos, abusados e prejudicados, mas já temos de ser nomes quando afrontamos o Governo, para este efeito já tem que haver transparência.
2007-05-23
O seu a seu dono
Ouvido um debate na 2 sobre a complexa questão dos direitos de autor fiquei a saber que tenho sido um perigoso criminoso desde os meus tempos de estudante em que fotocopiava textos de terceiros, até aos dias de hoje onde, de vez enquanto, faço um download de um mp3
Conforme percebi o conceito, da forma simplista como ele foi tratado, se e quando apanharem, os raptores de Madleine eles terão direito a uma choruda parcela dos lucros que proporcionaram aos media pela autoria moral do seu crime.
Conforme percebi o conceito, da forma simplista como ele foi tratado, se e quando apanharem, os raptores de Madleine eles terão direito a uma choruda parcela dos lucros que proporcionaram aos media pela autoria moral do seu crime.
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