2004-09-11

Um bom conselho

É fundamental que nos mantenhamos sempre com os pés firmemente assentes um palmo acima do solo

Ouvido a já não sei quem, citando autor cujo nome não retive

2004-09-10

A mediocridade está no poder

E parece que está para ficar

Algo vai mal

Quando são os nossos inimigos quem melhor nos entende

Sempre actual em muitos contextos

O último a entrar num autocarro muito cheio é muitas vezes o que mais se opõe a que outros, ainda fora, também entrem.

2004-09-09

Rebecca Gomperts

Quem quer ver esta mulher presa por nos explicar como se comete um crime, tem que mandar já prender quase todos os romancistas, produtores, realizadores e actores de cinema e televisão, todos os responsáveis de todos os telejornais, quase todos os jornalistas, a maioria de criadores de videojogos enfim, toda esta gente que constantemente nos explica como se praticam os crimes mais abjectos.
Acho até que ainda me estou a esquecer de muita gente.

2004-09-08

Nacionalidade por interesse

Contou-me quem sabe do assunto, que até ao início do século XX havia 4 aldeias da região raiana de Montalegre que mantiveram um estatuto singular: não eram portuguesas nem espanholas ou, se quiserem, eram portuguesas e espanholas simultaneamente.
Os cidadãos dessas 4 aldeias tinham o privilégio de poder escolher a sua nacionalidade, logo que atingissem a maioridade.
Segundo reza a história, o padrão normal consistia em todas as famílias procurarem ser multinacionais, ter filhos que optavam alternadamente pela nacionalidade portuguesa e espanhola, porque pensavam conseguir assim obter o melhor dos dois mundos e garantir de facto a independência relativamente às duas nações.
Neste caso, tornavam-se portugueses e espanhóis precisamente porque não queriam ser nem portugueses nem espanhóis.
A nacionalidade era uma mera questão de interesse.
Finalmente os 2 Estados não suportaram mais esse estatuto ambíguo e, actualmente, duas dessas aldeias são espanholas e as outras duas portuguesas.

2004-09-07

Dogville

A Filipa, do Tomara que Caia, diz que até acha que gosta do filme mas que sente o Sr von Trier a gozar com ela e a delirar com isso.
Percebo muito bem a sensação e as dúvidas
Penso que tocou num ponto chave, o Sr van Trier, de facto, tem o condão de perturbar o pessoal:
O Adriano, meu colega de blogue e meu filho, recusa-se a ver von Trier desde que viu “Os Idiotas” e se sentiu gozado.
Sonhei que a Praia, num poste perdido dizia que detestou Dogville, e considerou o filme profundamente maniqueísta. Como o filme me parece tudo menos maniqueísta, ao pretender reler esse poste para aferir das razões do Ivan, procurei nos arquivos da Praia mas não o encontrei, será que sonhei mesmo ?
Para mim, “Os idiotas” deixaram-me uma sensação ambígua, “Dancer in the Dark” e “Dogville” considerei sublimes.
Considero-os, ainda assim, 3 filmes perturbadores.
A dúvida que coloco é a seguinte:
Será que Sr. Von Trier conhece todos os botões que controlam as nossas emoções e se entretém a manipulá-los para nos condicionar a seu bel-prazer e a gozar connosco, como muitos sentem, ou estará tão atarantado como nós e limita-se a tentar mostrar as suas inquietações e fantasmas que, por acaso, são os mesmos de muitos de nós, ainda que não consigamos desenterrá-los por nós próprios ?

2004-09-06

Passeio diário

No meu passeio diário pelos jornais "on line" deparei, hoje, no público com 3 artigos de opinião que despertaram o meu interesse:
O primeiro, denominado "No Reino da Traulitânia" demonstra como muitos dos nossos políticos, inclusive do nosso governo conseguem pintar uma imagem do nosso país ainda mais atrasado e retrógrado do que a realidade dos factos demonstra. Foi esta emissão emitida por um Investigador de Ciência Políticas cujo nome o Público se esqueceu de nos revelar, presumo que seja uma crónica caída do céu sobre a redacção do Público.
O segundo, logo a seguir, do Professor Pio Abreu, denominado "O Subjectivo e o Objectivo" traça uma interessante reflexão sobre o juízo dos nossos juizes, uma questão que reputo fundamental para se perceber o estado a que chegou a nossa justiça.
O terceiro de Eduardo Prado Coelho de seu nome "105 anos" fala-nos da lucidez dos 105 anos de Emídio Guerreiro, figura notável.
E se entrarem por aí, já agora também podem espreitar a carta do leitor Isolino Braga de Portalegre, que também tem a sua graça.
Qualquer deles sugerem alguma reflexão e numa penada, 3 artigos com interesse, não é todos os dias que se vê.

2004-09-04

Receita caseira

Na sequência dos meus postes com sentido utilitário como aquele que em tempos fiz sobre o correcto uso das ferraduras (ver arquivos: 30/05/2004 – “Ferraduras”), vou deixar-vos aqui uma nova receita, muito útil em fins de semana chatos:
Depois de um bom almoço, ou jantar, estire-se no sofá em frente da televisão, acomodando-se com o apoio de algumas almofadas.
Ligue a dita TV. Isto resulta com diversos canais mas na minha experiência a SIC é das que produz melhores resultados, sintonize pois o aparelho na SIC.
Feixe os olhos e deixe-se envolver por aquele ambiente de fundo.
Em poucos segundos, cairá nos braços de Morfeu, e, na maior parte das vezes, terá sonhos lindos.
Comigo resulta quase sempre.
Ainda dizem que a programação da TV não presta !

2004-09-02

Há quem entenda assim a liberdade

Acabei de ouvir a um dirigente do CDS-PP:
A liberdade de expressão é um valor fundamental que temos que preservar, assim não toleramos que se manifestem, deste modo, opiniões hostis à nossa, constringindo-nos e contrariando a nossa legítima liberdade de expressão.
Até parece que tem lógica.

2004-09-01

Comentário a um poste

A simpática papoila, no passado dia 30, postou o seguinte no seu blogue:

O Secretário de Estado dos Assuntos do Mar

é, basicamente, um cagalhão com olhos

Senti falta dos comentários no seu blogue, terei que o fazer aqui:
Com olhos ? Papoila
Se o SEAM tem olhos devem ser cegos ou muito amblíopes.

2004-08-31

Portugal pequenino

Ah, como tens enfrentado com firmeza aquele novo Adamastor, mascarado de women on waves, que ousa querer mandar no mar que é teu.
É a nossa soberania carago, diz Thomaz, o homem atado ao leme pela vontade do grande Ministro do Mar.
Continua assim que vais longe:
Valente e arrogante com os cordeirinhos.
Cobarde e submisso com os lobos.

2004-08-29

Nacionalidade por opção

O meu amigo Bernard Ehrwein é francês de gema e habita na Provença.
Mas um Francês de apelido Ehrwein, ainda que este nome signifique qualquer coisa como “vinho de honra” aludindo a um dos símbolos de França, está muito longe de um “vin de honneur”, não é comum, soa e é alemão.
Acontece que os ascendentes próximos de Bernard vieram daquela região raiana, chamada Alsácia, que ao longo da história da Europa tem sido ora alemã ora francesa. Foi um avô de Bernard que se sentindo francês de corpo inteiro, fugiu para a a Provença para nunca mais ser alemão.
Todavia Bernard contou-me que na sua infância provençal era muitas vezes considerado e tratado como alemão pelos seus colegas de escola, ao que ele lhes respondia algo como isto:
- Sou mais francês que vocês, porque vocês são franceses por acaso, porque nasceram de pais franceses. Eu sou francês porque o meu avô escolheu e alterou a sua vida para que ele e os seus descendentes fossem sempre franceses..
Por isso, para este meu amigo é precisamente o seu apelido alemão Ehrwein que o torna mais francês e não tolera que ignorem ou lhe troquem o “h” como os outros franceses têm tendência a fazer.
Embora com contornos diferentes, sob este ponto de vista, Obikwelu é mais português do que todos nós, precisamente por ser um português por opção e por ser chamado Francis Obikwelu como mais nenhum.
Mas há mais pontos de vista e voltarei ainda ao assunto.

2004-08-27

Olhei para ele meio desconfiado

O nome era mais do que suspeito: "O escândalo na Casa Pia".
Comecei a ler os primeiros postes, que me pareceram bem, embora continuasse sempre com um pé atrás.
Que raio de interesses ocultos estará a servir este aluno 10388 ?. Que personagem do espectáculo representa ? Que papel desempenha este novo(?) personagem ?
Os dia foram passando, os posts sucederam-se e as mensagens mais lúcidas que já li sobre a realidade da Casa Pia começaram a tomar forma real, sem máscaras, sem cenários e sem música de fundo.
As dúvidas desfizeram-se: este é, sem dúvida, um blogue a ter em atenção.
Uma só nota me deixava ainda incomodado: o aparentemente irracional e permanente ódio aos panascas, mas depressa me pareceu compreender que para o autor do blogue este termo tinha uma carga bem precisa que não se referia à homossexualidade em geral.
Pareceu-me uma dicotomia semelhante à daquele jovem brasileiro justiceiro que matou dezenas de criminosos mas dizia sempre: eu não mato bandidos e assassinos só por o serem, não, eu só mato "almas sebosas" e explicava:
Por exemplo, se há um pai de família que passou uma vida desgraçada para acumular umas migalhas, e tem agora uma velhice humilde que conseguiu conquistar, com a sua mulher, um teto pobre, uma televisão que o ajuda a passar o tempo e que comprou com muito sacrifício e umas míseras economias para qualquer doença, e vem um bandido que num momento lhe rouba a televisão e as economias de uma vida, esse bandido é "uma alma sebosa".
Eu percebi muito bem o que ele queria dizer

2004-08-26

Ainda a propósito de Francis Obikwelu

Enquanto aguardo por nova medalha, gostaria também de opinar sobre a questão que tem interessado muitos blogues assim como muita comunicação social.
Nota-se que os média e a opinião pública têm tendência a considerar um português naturalizado como uma espécie de português de segunda.
Do Francis, que alimenta o nosso orgulho, exultamos sim, mas com o gosto amargo de que não é um português genuíno, não comeu bacalhau e não ouviu fado em pequenino e traduzem, com frequência, esta duplicidade, chamando-lhe frequentemente luso-nigeriano.
Eu reconheço que a situação não é líquida. Não a situação jurídica que é claríssima e inequívoca, neste domínio, Francis é português, tem de pagar os seus impostos ao Estado Português, é elegível e eleitor em Portugal. Não é também a questão do coração, pelo contrário, tenho-lhe ouvido declarações até um pouco agastadas relativamente aos jornalistas que lhe negam esse estatuto de português de corpo inteiro.
A questão que coloco vai um pouco mais além e resume-se a isto: O que é, de facto, um português ? ou um francês ou um chinês ?. Quais as qualidades que definem a verdadeira pertença a um determinado povo ? ou será que a questão de ser português é mesmo relevante ?
Por agora, limito-me a colocar a questão, em futuras crónicas irei deitar mais achas para esta fogueira.

2004-08-25

O Senhor, para engenheiro, é muito estúpido

E desliga-me o telefone.
Foi isto que acabei de ouvir de uma menina, com voz de máquina, em resposta à minha recusa a ir buscar um cabaz de compras que ela “gentilmente” me oferecia.
Sendo MBA, estou familiarizado com a noção de “marketing” agressivo mas não sabia que este, agora, chegava ao ponto do insulto ao “prospective buyer”.
Estúpido sei que não sou, mas desactualizado é óbvio que sim.
Colega Carrapatoso, por favor, desculpa as minhas reticências a ser tratado por tu como teu cliente Yorn, tenho de reconhecer que é uma caturrice ridícula.

2004-08-24

Percepção selectiva

É um fenómeno conhecido da psicologia e que se traduz facilmente naquele verso da conhecida canção de Simon e Garfunkel “The Boxer”: “All lies and jest, still the man hears what he wants to hear and disregards the rest”
Como sou humano, consciente de que aquele princípio também se aplica a mim, eis o que eu ouvi neste final do Benfica-Aderlech e no princípio das notícias que se lhe seguiram:
Diz um comentador:
- Luis Felipe Vieira abandonou o campo face a este desastre financeiro !.
Eu a pensar que estávamos a ver um jogo de futebol..
Logo a seguir do outro comentador, com ar feliz, por estar a cumprir bem a sua missão:
- Vai voltar o calor e o tempo seco e com isto os incêndios. Vamos já dizer-lhes os incêndios que já estão por aí !
Termina o jogo e começam as notícias:
O barco dos abortos vem aí, 2 comentadores em directo. Diz um, exaltado:
- Não se devia deixar atracar este barco ...
Tenta dizer a outra comentadora com um ar felicíssimo e sempre interrompida pelo primeiro.
- Não, é fundamental que este barco venha. Logo a fórmula de resposta às interrupções: deixe-me falar que eu também o ouvi calada, quando falou.
Logo o “pivot” acaba com o debate e passa para os esperados incêndios e para o facto de Portugal ser o último da Europa em poder de compra..
Foi isto que ouvi, imaginem como fiquei esclarecido.
É claro que a culpa deve ser minha, eu é que não consegui ouvir o essencial.

2004-08-22

Obrigado Francis Obikwelu

A medalha é tua e só tua.
Obrigado por teres optado partilha-la connosco e por teres decidido correr o estádio com o nosso símbolo nacional.

Tempo dos ciganos

A única longa metragem de Emir Kusturica que me faltava ver era o “Tempo dos Ciganos”.
A restante obra do autor criou-me grandes expectativas sobre este filme. Há já muitos meses, quando procedia aos habituais “zapings” televisivos parei no canal Holliwood seduzido por imagens e música belíssimas, eram os minutos finais do “Tempo dos Ciganos”.
A partir daí mandei e-mails para o Hollyood pedindo a repetição do filme mas não tive resposta, comecei uma busca desesperada pelo seu DVD, em tudo quanto é loja real ou virtual, em Portugal e no estrangeiro mas, estranhamente, parece-me que procurava e procuro ainda um fantasma.
Graças à Consuelo, no Pep`R`us, tomei conhecimento de que o filme ia passar no estádio do INATEL, dia 20 de Agosto e foi assim que apenas ontem consegui, finalmente, ver o filme.
Não me desiludiu, nem um pouquinho, é incrível como ninguém o edita em DVD.

2004-08-19

As cassetes

Tenho seguido esta história das cassetes roubadas do Correio da Manhã, com uma atenção semelhante à que presto às mensagens nos maços de tabaco: de vez em quando olho.
Bom, esta história, de facto, não precisa requerer a minha atenção, entra-me pela porta dentro sem me pedir autorização, e percebi, vagamente, que houve cassetes gravadas com chamadas telefónicas de um jornalista do Correio da Manhã a diversas entidades de alguma forma associadas ao caso Casa pia. Percebi também que o conteúdo dessas cassetes foi digitalizado e um resumo dos ficheiros foi distribuído, pressuponho que pelo ladrão, a toda a gente menos a mim. Sei que daí nasceram grandes confusões, que um Director Geral foi posto na rua ou saiu voluntariamente, sei também que o Independente publicou transcrições desses ficheiros de som.
Hoje ouço a notícia, sem qualquer explicação adicional, que o correio da manhã tinha destruído essas cassetes ou o seu conteúdo e que isso era péssimo porque já não se podia estudar a validade dos ficheiros digitalizados entretanto feito pelos ladrões.
A minha questão é a seguinte como é que o Correio da Manhã tinha as cassetes que lhe foram roubadas ? Será que eu perdi essa parte crucial da informação ?Certamente que toda a gente já sabe isto e me vai chamar distraído mas na verdade, até que me expliquem, está tudo a parecer-me muito mal contado.

2004-08-18

Os media e os jogos Olímpicos

Nesta fase dos jogos onde pontuam as modalidades verdadeiramente amadoras, a RTP faz mais ou menos isto:
- Trazes medalha ?
- Não
- Aida podes trazer medalha ?
- Já não, estive quase, não fosse uma ....
- Isso não serão desculpas ?
- Não, não eu até vou ainda esforçar-me.
- Ora !
E rematando para o público, tal desalmado fiscal de impostos:
- O judo, desta vez não foi capaz de contribuir com nenhuma medalha.
E é assim, não há medalha logo, são uns merdas.
Isto a propósito do judo, a modalidade que pratiquei mais ou menos a sério na minha juventude, pelo menos fui, como se diz, atleta federado.
Com os meus 12 ou 13 anos fui seleccionado para o Campeonato Europeu de Esperanças, recebi a carta da federação com enorme orgulho, mas, havia um mas, tinha que entrar num estágio de 15 dias com treino intensivo umas 8 horas por dia, ou seja, deixar a minha rotina, que já não sei qual era, mas que muito me agradava e, apesar das boas intenções, não fui ao estágio, que se lixe !
Passado o período de estágio, recebo nova carta da federação a convocar-me para um torneio de selecção para ir aos ditos campeonatos, era uma nova chance.
Lá entrei no torneio. No primeiro combate sai-me um adversário com quase o dobro do meu peso.
De notar que no judo, nesse tempo, dizia-se que o peso não interessava, o “caminho da suavidade” consistia precisamente em por a força do adversário a nosso favor.
Sempre me pareceu que era uma treta, e hoje os regulamentos parece que me dão razão porque criaram categorias divididas por pesos, quase quilo a quilo.
Os combates eram de 2 minutos, dirão que é como tomar um copo de água, mas, na realidade, não é, são 2 minutos que esgotam todas as nossas forças até ao ponto do desfalecimento.
Foi sempre o meu ponto fraco, não aguentava os 2 minutos, na excelência da minha técnica, nem lá próximo.
Foi assim o meu combate: um primeiro minuto de alta técnica em que só por azar não derrotei o gordo que era o meu adversário, um segundo minuto penoso, em que tentei apenas não desmaiar.
A vitória foi atribuída ao gordo por decisão do júri mas, mesmo assim, a decisão não foi unânime, houve um dos 3 júris que achava que o combate era meu.
Este voto, no apuramento para o Campeonato Europeu de Esperanças de 1962 ou 1963, é a minha coroa de glória desportiva. Os meus netos hão de conhecer esta proeza do seu avô.
Voltando aos actuais Jogos Olímpicos, segui pela rádio e só pela rádio, porque ao correr para a TV vi que estavam a dar tudo menos o judo que interessava.
O percurso de Telma Monteiro foi notabilíssimo, só foi derrotada há beira dos quartos de final por uma francesa de muito maior gabarito e, mesmo assim só após prolongamento, porque nos 5 minutos olímpicos o júri não foi capaz de decidir. Depois foi repescada mas, já estava esgotada e mentalmente derrotada, perdeu com uma adversária inferior. Os seus momentos de glória, de força e de sacrifício foram com a francesa onde deu tudo por tudo.
Com João Pina aconteceu quase o mesmo, e, no dia seguinte com João Neto. Ontem, o já medalhado Calado, muito diminuído, com 3 dedos quase partidos, não passou do primeiro combate.
Para mim foram todos uns heróis que honraram o nosso país.
Para a RTP foram uns merdas que não contribuíram para as medalhas.
E é esta mensagem que fica para todos os desportistas de sofá cujo maior esforço conhecido é agitar a bandeira e gritar POR- TU-GAL.

2004-08-17

Buba 2

O Buba, gentilmente, agradeceu o meu “post” no seu “blog”.
Obviamente gostei e até gostaria de desenvolver sobre as suas simpáticas palavras, mas como penso que todos os mecanismos do deita flores para cá que eu mando mais para lá só banalizam o que queremos dizer, limito-me a terminar como ele:
Vamo-nos encontrando por aí.

Indisponibilidade

Imaginem que um velho amigo vosso, daqueles que está em todos os jantares, que frequenta a casa com assiduidade, sem razão aparente, vos diz um dia:
- Eu, vou continuar com outros amigos mas à tua casa já não vou mais, pensei muito bem e tomei esta resolução.
Que pensariam vocês ? A mim caia-me mal, muito mal.
Mas é isto que tenho ouvido de vários jogadores de futebol no activo relativamente à selecção nacional. Cá e até em França como aconteceu recentemente com Zidane. Os média esperam até, com ansiedade, essa grosseria que dizem será assumida por Figo muito brevemente.
Então como é ? Sirvo ainda para jogar nos clubes mas servir na selecção não obrigado.
E parece que toda a gente acha isto normal ! Para mim é uma torpeza que demonstra uma arrogância desmedida. É óbvio que o que apetece responder é que nós é que não os queremos mais, seus filhos da puta.
É este facto, para mim, tão insólito, que me interrogo sobre a sua motivação. Só vejo uma:
Estando em fim de carreira, antes de passar pela humilhação de não ser convocado, deixa-me dizer que sou eu que não quero. Enfim, esperteza saloia.
Bom, mas como tudo isto parece ser encarado tão bem, deixem-me usar o mesmo tipo de esperteza, e deixar já aqui, publicamente a minha declaração solene:
Saiba a Selecção Nacional de Futebol que eu não estou disponível para ser seleccionado, bem podem suplicar de joelhos que eu não vou lá, já disse, é uma decisão tão irreversível como a de Santana Lopes de abandonar a política, não vou e pronto.
Agora se não me chamarem já sabem por que foi.

2004-08-16

Trabalho estimulante

Leio:

"Within the scope of article 36 of the Treaty, State aid intended to provide additional finicing for rural development measures for wich Community support is granted, shall be notified by Member States and approved by th Commission in accordance with the provision of this Regulation as part of programming refered to in Article 15. The fist sentence of Article 88 (3) of the Treaty shall not apply to aid thus notified"

Interrompo momentaneamente a leitura para confidenciar no "blog" o sentimento que me invade: Ai como é bom analisar propostas de Regulamentos Comunitários !.

2004-08-14

Podia ter sido escrito ontem

O partido não é mais do que um Estado dentro do Estado, e nesse pequeno Estado de abelhas deve haver “paz”, como no grande. São precisamente aqueles que mais reclamam uma oposição no Estado os que mais se insurgem contra qualquer divisão no partido.

De novo, Max Stirner: “O Único e a Sua Propriedade”